Lute contra o golpe

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Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE realizará plenária contra o fascismo e a repressão na próxima segunda-feira

O Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE, que já é conhecido nacionalmente por ter enfrentado a direita como se deve, realizará, no dia 6 de novembro, uma plenária com os estudantes, professores e servidores da universidade. Com o título “Plenária contra o fascismo e a repressão da UFPE”, a atividade tem como principal objetivo mobilizar a comunidade acadêmica para um ato contra uma série de acontecimentos que vêm minando a liberdade de expressão e de organização dentro da instituição.
A plenária ocorrerá a partir das 15 horas, em frente ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE. Será exatamente no mesmo local onde, há uma semana, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE concentrou centenas de alunos para esmagar a ameaça fascista promovida pelos olavetes.
A plenária, que foi anunciada pela primeira vez na última terça-feira, já alcançou uma repercussão enorme. Centenas de panfletos já foram distribuídos, dezenas de cartazes já foram colados e uma intensa campanha nas redes sociais tem sido feita. Desesperados, os coxinhas estão pressionando a UFPE para que esta proíba a realização do evento.
Estão cada vez mais claras as tendências antidemocráticas dos coxinhas. Por isso, é fundamental que os estudantes, professores e servidores se mobilizem para garantir que a plenária seja um sucesso e que a extrema-direita se sinta cada vez mais encurralada pelos setores progressistas da UFPE.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

 

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Resistência contra fascistas na UFPE mostra importância da autodefesa

Na última sexta-feira (27), elementos da extrema-direita – skinheads, neonazistas e fascistas – tentaram impedir estudantes e o Comitê de Luta Contra o Golpe de Pernambuco de exibir o documentário “Porque Lutamos! Resistência à Ditadura Militar” e de promover um subsequente debate sobre a iminência de um golpe militar. A extrema-direita, na ocasião, promovia a exibição do filme “O Jardim das Aflições”, do astrólogo Olavo de Carvalho.

O desfecho do episódio marca uma histórica resistência dos estudantes e dos integrantes do Comitê de Luta Contra o Golpe contra a ação violenta da extrema-direita. E demonstra a importância de a classe trabalhadora e o movimento estudantil organizarem sua autodefesa contra os ataques nazifascistas.

Os nazifascistas e skinheads, desde o início, mostraram a que vieram. Conhecidos por seu histórico de violência covarde contra etnias, mulheres e minorias, adentraram as dependências de uma Universidade pública armados com porretes e até com soco-inglês. Não há, assim, argumento no mundo que prospere ao tentar negar a forma mal intencionada como eles agiram desde o início. Eles premeditaram a violência no momento em que saíam de suas casas portando as armas que levaram.

E, o que é ainda pior, armaram-se para, mais uma vez, tentar impor, pela violência, sua agenda de pensamento único, direitista, à sociedade civil. A mesma agenda que já persegue professores e escolas com o Escola Sem Partido e que censura – judicial e extrajudicialmente – obras de arte, exposições, peças, artistas e museus. E que, agora, tenta tirar dos estudantes a liberdade de expressão.

Nenhum estudante adentrou o auditório para provocar os simpatizantes da direita ou tentar impedir a exibição do filme de Olavo de Carvalho. Aliás, muito pelo contrário. A foto que encabeça esta matéria é de cristalina clareza ao mostrar os fascistas invadindo o estacionamento da UFPE, local onde o Comitê de Luta Contra o Golpe exibia o documentário. Foram eles, nazifascistas, que ali apareceram repetidas vezes para insultar, provocar e agredir os presentes e para tentar impedir os eventos promovidos pelo Comitê. O vídeo postado na página do Comitê também mostra isso claramente. A direita tentou distorcer a realidade. Mas, contra fatos, não há argumentos.

Nesse sentido, vale transcrever as palavras do colunista do Jornal GGN, Luis Felipe Miguel, professor titular do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília: “Falou-se muito, nos últimos dias, da confusão na UFPE em torno do filme sobre Olavo de Carvalho. Pelas informações mais confiáveis, não houve tentativa de impedir a exibição do filme sobre o astrólogo. O que se tentou foi promover paralelamente a exibição de outro filme, sobre a resistência ao golpe, o que me parece adequado e inteligente. Os neofascistas não aceitaram e partiram para o ataque; um deles, ao menos, armado com um soco inglês.”

É preciso que a classe trabalhadora tenha ciência da importância de criar e manter sua autodefesa contra a ofensiva da extrema-direita. Os trabalhadores e estudantes não procuram a violência. Mas, se atacados, devem reagir na mesma intensidade dos ataques dos fascistas.

Nesse sentido, a resistência dos estudantes em defesa de sua liberdade de expressão foi histórica e emblemática. Cerca de 200 estudantes se uniram bravamente contra o ataque da milícia nazifascista e resistiram, colocando-a para correr. Paralisaram, assim, a mão armada e agressora dos nazifascistas e retiraram de seus rostos o sorriso provocador. O skinhead da foto abaixo que o diga.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

 

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Organize o mutirão pela anulação do impeachment em sua cidade

Tem crescido constantemente a cada mutirão realizado, a movimentação e mobilização feita pelos comitês de luta contra o golpe. Os mesmos que possuem o intuito de organizar e mobilizar a classe trabalhadora, estudantes, sindicatos e a esquerda para que desperte a luta contra o golpe o qual se encaminha para seu aprofundamento, agora mais que nunca é o momento para a intensificação do comitês já existentes e a criação de novos comitês nos demais estados que ainda não o possui.

A atividade principal dos comitês no momento são os mutirões pela anulação do impeachment realizada todos os domingos em várias cidades do país. Na atividade, militantes reúnem-se em locais de grande concentração para falar com a população sobre o golpe de Estado, fazer a agitação política e coletar assinaturas para ação popular pela anulação do impeachment.  A atividade a cada final de semana cresce, e se torna mais popular. Assim como os Comitês, que com força e orientação política se tornam no momento a única resistência contra o golpe no Brasil.

Portanto, não deixe de organizar o mutirão na sua cidade, convoque a todos dispostos a lutarem contra o golpe e a investida da direita, acesse  http://lutecontraogolpe.com.br   e se informe sobre as atividades realizadas pelos comitês e veja como pode formar um comitê em sua cidade. Baixe a acaopopular  e organize seu mutirão e amplie a adesão da ação popular pela anulação o Impeachment em todo o país.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Coxinhas querem proibir que o movimento estudantil tenha direito de defesa

No último dia 27, “coxinhas” exibiram o filme “O Jardim das Aflições” na UFPE. Baseado na obra do fascistoide Olavo de Carvalho, o filme é uma exaltação a tudo o que danoso ao movimento operário e ao movimento estudantil. Antes da exibição do filme, denunciamos os grupos que estavam por trás da exibição do filme e, apesar das calúnias e falsificações da direita fascista, tudo ficou comprovado quando o evento teve início: skinheads, neonazistas e fascistas se fizeram presentes.

Skinheads, neonazistas e fascistas não têm uma “ideologia diferente” da direita. São capangas contratados pela direita para intimidar e tentar desmobilizar o movimento operário e estudantil pela força. A presença desses grupos em uma universidade representa uma ameaça real à integridade física dos estudantes e ao direito democrático de organização do movimento estudantil. Assim, a coisa mais natural do mundo a ser feito por qualquer pessoa que se considere de esquerda é conclamar os estudantes a se organizarem para se defenderem da ameaça fascista.

Nesse sentido, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE convocou os estudantes, professores e servidores paraibanos a se unirem para enfrentar o fascismo, visto que o filme “O Jardim das Aflições” será exibido em João Pessoa. Histéricos, os coxinhas, em seus comentários no Facebook, estão sugerindo fazer uma denúncia do evento do comitê como um caso de “ameaça de violência real”. Vários outros coxinhas também afirmaram ser um “absurdo” a decisão do Comitê, pois isso seria – pasmem – uma forma de censura. Até o diretor do filme, que deveria ser expulso toda vez que colocasse o pé em Olinda – já que ele quer acabar com o carnaval -, comentou em seu perfil no Facebook que o Comitê estava buscando um confronto.

Diante da histeria coxinha, convocamos todas as organizações de esquerda a dar pleno apoio ao Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE e a se organizarem para impedir qualquer tipo de intimidação fascista em qualquer espaço da esquerda. Essa é e sempre foi a política do PCO. Afinal, como lembramos na semana passada, somos o partido que quer socar a cabeça dos fascistas na parede.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Cinco motivos para criar um comitê de luta contra o golpe na sua cidade

  1. Combater a extrema direita:
    Os comitês de luta contra o golpe devem organizar-se para combater ações locais da extrema direita fascista. A exemplo disso o comitê Contra o Golpe de Pernambuco resolveu realizar uma atividade na mesma hora da exibição do filme direitista “O Jardim das Aflições”,  baseado na obra do fascista Olavo de Carvalho, na UFPE no último dia 27. A iniciativa era uma contraposição, uma resposta política à exibição naquela Universidade, os direitistas levaram para a UFPE um bando de mercenários, bate-paus, skinheads etc., vários deles com camisetas e bótons com a inscrição “Bolsonaro presidente”, para tentar intimidar os militantes do comitê.  Atuando de forma combativa, sem se deixar intimidar, os estudantes expulsaram os fascistas, colocando para correr os “valentões” cuja bravura só se mostra quando se trata de agredir, de forma covarde, mulheres, homossexuais e trabalhadores pegos desprevenidos e em minoria.
  2. Coleta de assinaturas pela anulação do impeachment:
    A ação mais correta para derrotar o golpe é a realização de mutirões de coletas de assinaturas em benefício da Ação Popular que visa à anulação do impeachment de Dilma Rousseff junto ao Supremo Tribunal Federal. Conforme o Art. 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, qualquer cidadão é parte legítima para ingressão com a ação popular, contudo, nossa meta é colher 1 milhão e 300 mil assinaturas com o objetivo de pressionar os ministros do STF para julgar o pedido para anular o impeachment. Link da lista para coleta de assinaturas da ação popular pela anulação do impeachment: http://www.mobai.ch/docs/AP.pdf
  3. Atos pela Anulação do impeachment:
    Já foram organizados em Brasília dois atos pela anulação do impeachment que depôs a presidenta eleita Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, que realizaram ato-debate com parlamentares e seguida marcharam até a frente do STF com faixas, cartazes e palavras de ordem para derrotar o golpe. Devido a uma política totalmente equivocada das direções do movimento de luta contra o golpe, sobretudo a política de “diretas”, o movimento se dissipou por conta da falta total de perspectiva. O movimento de luta contra o golpe entrou em baixa, caiu na paralisia. No entanto, a política correta do PCO e de outros setores de utilizar a campanha pela Anulação do impeachment como eixo para agrupar todos os setores que querem lutar contra o golpe, ofereceu às direções e às organizações de massa uma política real que leva todo o movimento para frente, para o enfrentamento com o regime golpista. O primeiro ato realizado em julho e o segundo ato no dia 11 de outubro demonstraram o reagrupamento de amplas camadas da população que já demonstraram seu rechaço à política dos golpistas, um passo fundamental para a constituição de um amplo movimento das massas contra o golpe.
  4. Criação de novos comitês contra o golpe e realização de mutirões:
    O Partido da Causa Operária está convocando moradores, militantes de diversas organizações, trabalhadores a participarem e formarem Comitês de Luta contra o Golpe de Estado e pela Anulação do Impeachment e contra o eminente Golpe Militar em que o país e a classe trabalhadora foi ameaçado. O quadro político em que o Golpe colocou o país e o refluxo das organizações operárias, deixou de única alternativa para barrar os ataques da direita e desmantelar o Golpe, a criação de comitês Contra o Golpe com agenda de atividades própria para envolver cada vez mais pessoas na luta contra o golpe. Todos os que querem lutar contra o golpe que se desenvolve no Brasil, devem atuar para a construção de Comitês de Luta Contra o Golpe por todo o país. Existe um site dos comitês lutecontraogolpe.com.br, cujo objetivo é informar, orientar e divulgar as ações dos comitês em todo o País. Esta política de criação de Comitês mostrou-se totalmente acertada, impulsionando a luta contra o golpe, no período de capitulação da esquerda, dando um eixo correto de luta para derrotar os golpistas. É necessário aumentar a mobilização em torno dos Comitês, é essencial criar Comitês de Luta Contra o Golpe em todos os estados do País, esta é a tarefa colocada para o próximo período e que o movimento de luta contra o golpe deve se empenhar em desenvolver ao máximo.
  5. Única mobilização real contra o golpe de Estado:
    A campanha pela anulação do impeachment e a formação de centenas de Comitês de Luta contra o Golpe por todo o país são neste momento os centros elementares de uma política para reorganizar a luta contra o golpe. É através desta política que deve-se agrupar os amplos setores que se despertam para a luta política contra os golpistas. Para que possamos desenvolver um amplo movimento de massas capaz de derrotar o golpe e os golpistas.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Em Pernambuco, a direita sentiu o que é a reação da esquerda

Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um grupo de apoiadores do auto-intitulado filósofo Olavo de Carvalho prepararam uma sessão de cinema-debate da autobiografia do guru da extrema-direita na última sexta-feira, dia 27 de outubro.

Logo que souberam da atividade, os militantes do comitê de luta contra o golpe de Pernambuco decidiram organizar uma atividade paralela, próxima à atividade da direita, transmitindo um filme sobre a ditadura militar “Porque Lutamos! Resistência ao golpe militar”.

A direita não contava com a iniciativa e a adesão dos estudantes à convocação da atividade. Com medo, os direitistas tomaram a providência tradicional desses grupos: contrataram alguns brucutus, skinheads neonazistas, amantes de bolsonaro para intimidar os ativistas da esquerda. Alguns deles estavam com cassetetes.

Os dois filmes foram exibidos, mas ao final da atividade, os militantes da esquerda se organizaram para botar para correr os fascistas. Houve confronto.

Não houve não uma consequência grave, apenas uma pessoa de cada lado acabou se ferindo levemente, mas o mais importante do resultado da ação do comitê é político.

Ao mostrar que existe uma reação organizada contra os fascistas, os militantes do Comitê colocaram a direita no seu devido lugar. O maior problema em tempo de ofensiva da direita é a justamente a falta de reação da esquerda, que abaixa a cabeça diante das intimidações dos direitistas que são impulsionados pelas instituições, pela polícia, pelo Judiciário, em suma, pelo aparato estatal dominado pelos capitalistas.

A direita é uma minoria dentro da sociedade que só consegue se impor por meio da força bruta e utilizando os recursos dos grandes aparatos capitalistas, além de todos os que citamos acima, há ainda a imprensa. Com o golpe, a direita não apenas se sente à vontade para ir para a ofensiva como também é criado um movimento artificial como se houvesse uma adesão de massas.

A ação em Pernambuco mostrou como agir diante da direita. É preciso enfrentar à altura.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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As mentiras da imprensa golpista sobra a batalha da UFPE

Após a batalha da UFPE, na qual os estudantes e o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE expulsaram os neonazistas, skinheads e demais facções fascistas que foram à universidade única e exclusivamente para desmobilizar o movimento estudantil pela força, os coxinhas recorreram à imprensa golpista para tentar passar sua versão dos fatos.

Como era de se esperar, a imprensa burguesa ocultou muita coisa do que aconteceu – como, por exemplo, a presença de skinheads. Além das omissões propositadas, diversas calúnias e falsificações grotescas foram feitas. Enumeramos, abaixo, algumas delas:

1 – Segundo o Diário de Pernambuco, estudantes com “camisas vermelhas do Partido da Causa Operária (PCO), tentaram impedir a passagem de quem queria ver o filme”. Isso, no entanto, jamais aconteceu. Nenhum estudante tentou impedir o filme de ser exibido, muito menos alguém do PCO.

2 – Segundo o Jornal do Commercio, Victor Assis, militante do PCO falou: “Esse evento que tá tendo é um evento comprado”. Isso, no entanto, não foi dito. O que foi dito foi que os promotores da atividade dos coxinhas contrataram skinheads e que a extrema-direita não é popular, mas é impulsionada por seus financiadores.

3 – A equipe de reportagem do Jornal do Commercio perguntou a Victor quantas pessoas participaram do cine-debate promovido pelo Comitê de Luta Contra o Golpe. Este, por sua vez, respondeu que participaram cerca de 250 pessoas. Na matéria que o jornal golpista fez sobre o assunto, no entanto, isso não foi divulgado. Por outro lado, o jornal fez questão de mencionar que o evento promovido pela extrema-direita contou com a participação de 230 pessoas.

4 – Ainda segundo o Jornal do Commercio, quem iniciou a confusão foi um dos estudantes. No entanto, isso não procede. Durante todo o cine-debate, os skinheads provocaram os estudantes, chegando até a colar cartazes e chutar uma cadeira. Ao terminar o filme, quando os fascistas e os estudantes se encontraram, um dos estudantes foi puxado pelos skinheads. O empurrão divulgado pela imprensa só aconteceu depois.

5 – O portal LeiaJá online, ligado a uma faculdade privada, omitiu quase tudo o que aconteceu. Segundo o portal, houve apenas um conflito entre os estudantes. Sequer o cine-debate é mencionado.

6 – O jornal O Estado de S. Paulo também publicou uma matéria sobre o ocorrido. Na matéria, o jornal diz que aguardou retorno do PCO até o fechamento da matéria, mas que o partido não entrou em contato. Na verdade, O Estado de S. Paulo se comunicou com um de nossos militantes e prometeu ligar futuramente. Tal ligação, contudo, não houve.

7 – O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse que militantes de esquerda tentaram impedir o evento. O ministro golpista, contudo, não estava na UFPE para saber o que houve. Nenhum repúdio aos skinheads foi feito – afinal, essa é a “cultura” que o ministro aparenta cultuar.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Primeira caravana de Lula por Minas Gerais – o que o povo quer é derrotar o golpe agora

Após oito dias de agenda intensa, percorrendo 21 cidades, encontrando praças e ruas lotadas, o ex-presidente Lula encerrou a primeira caravana de Minas Gerais atraindo com sucesso o povo mineiro em torno de suas propostas, reavivando esperanças de quem hoje já amarga pesados ataques e retrocessos, colhendo histórias de superação da época dos governos petistas, acompanhadas de carinho e agradecimento sinceros de todas as partes, mas também da pesada preocupação dos trabalhadores com um futuro que se mostra totalmente incerto.

Nesta caravana, Lula leva ao povo mineiro sua já conhecida política de conciliação social, cujo objetivo mantém-se em integrar as camadas mais pobres da população à vida social da classe média, para que todos, além do básico das “três refeições por dia”, também possam “andar de avião, comprar uma geladeira ou um carro novo”. Mas tudo isto, conforme ressalta Lula, “sem deixar de tratar bem o empresário honesto”.

 

O presidente defendeu com ênfase a volta dos investimentos sociais, como a manutenção do bolsa família. “Porque quando uma mãe recebe R$100,00, ela não vai depositar este dinheiro no banco, ela vai é no supermercado comprar comida para a sua família”. E aí, “é o supermercado que vende mais, e logo ele é obrigado a colocar mais um empregado, que também vai começar a consumir, e isto tudo somado faz girar novamente a roda gigante da economia”, por isto, conclui, “o pobre não é o problema, é a solução.”

O ex-presidente também reforçou em todas as cidades pelas quais passava a necessidade de retomar os investimentos em educação, porque “filho de pobre também tem o direito de ser doutor, de ser médico, de ser engenheiro”. “Educação não é gasto, é investimento, e é o investimento mais seguro que existe, porque quem aprende alguma coisa não esquece mais, por isto o que se investe em educação não se perde nunca”. E arremata: “nenhum país conseguiu se desenvolver sem educar o seu povo.”
É o projeto petista da conciliação geral das classes e da pacificação social no marco do capitalismo, que, nas palavras de Lula, agora não estaria mais tendo continuidade apenas porque “os ricos não gostam de ver um negro na universidade, ou alguém humilde disputando espaço dos ricos nos aeroportos e nos shoppings”.

Unicamente por “não gostarem de pobres”, defende Lula, as classes dominantes deram um golpe no governo da presidenta Dilma Rousseff, e, “em pouco mais de um ano estão destruindo tudo o que foi construído ao longo de 12 anos”.

Em resumo, o discurso do ex-presidente e do Partido dos Trabalhadores em geral continua seguindo os paradigmas eleitorais usuais, como se os petistas tivessem simplesmente perdido o poder em uma eleição e hoje fossem uma oposição normal de esquerda a um governo de direita.
Ainda que o presidente Lula e a presidenta Dilma chamem os golpistas corretamente de usurpadores, que dizem, “tomaram o poder através de um golpe parlamentar”, a política do partido continua a funcionar claramente nos marcos do antigo regime pré-2016, jogando todas as fichas em uma futura eleição, chamada por suas lideranças de “reencontro com a democracia”, onde “vamos virar a página deste golpe”, prometendo-se a revogação das medidas golpistas por meio de uma simples proposta de “referendo revocatório”.

Somente em alguns poucos momentos houve alguma menção a uma luta mais efetiva contra o golpe. Nisto destacou-se a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, que reiteradamente e com toda a clareza levantou a bandeira da anulação do impeachment, ainda que variasse a ênfase que dava a esta luta.

Até mesmo a presidenta Dilma apontava as eleições de 2018 como a única saída democrática para o golpe, mesmo que por diversas oportunidades tenha agradecido à militante Edva, e “às meninas do Anula”, pela campanha pela anulação do impeachment em andamento.
Ou seja, o que se observa na carava de Lula é que, se por um lado foi um enorme acerto mobilizar e agitar o povo em torno do ex-presidente, colocando-o para o povo, corretamente, como um grande obstáculo ao golpe, por outro lado, o PT não conseguiu evoluir de sua antiga política eleitoral para os marcos atuais que correm por fora do jogo das eleições, ou seja, que já tomam ares de política revolucionária.

O PT não conseguiu até agora, por exemplo, agitar os brios de sua militância contra um golpe que transformou em fumaça todo o duríssimo trabalho dispendido pelo partido em 2014, na campanha eleitoral de Dilma, e que ainda terá pela frente uma verdadeira guerra civil em 2018, se houver eleições.

Não se vê, em momento algum, as lideranças petistas incentivarem seus militantes e o povo em geral, a aderir à campanha das assinaturas pela anulação do impeachment, ou explicarem para a população os potenciais desta política, inclusive de abrir caminho jurídico para a revogação das medidas golpistas, de impor uma derrota tão grande aos golpistas, que poderá viabilizar uma nova constituinte, ainda que seja necessária imensa pressão popular para se concretizar estes objetivos.

Ao que parece falta o PT confiar mais na força e no poder de mobilização da classe trabalhadora, e isto apesar do povo mineiro mostrar intensa adesão à luta contra o golpe, por exemplo, nas poucas oportunidades em que Edva conseguiu ter direito a falar sobre a necessidade de se agir agora contra o golpe, ao invés de se ficar apenas aguardando um longínquo pleito eleitoral em 2018, que “ninguém sabe se realmente vai acontecer”.

“É preciso lutar agora, anular este impeachment já”, disse Edva, pois aí “Dilma volta com a caneta na não para anular o que vem por aí, e para colocar sob judice o que já foi aprovado”. E pergunta a militante: “O que fazer neste sentido? É pressionar o Supremo Tribunal Federal! Vamos pressionar, vamos colocar 200 mil pessoas na frente do Supremo Tribunal Federal, vamos juntar PT, CUT, MST. Vamos colocar o povo lá para dizer NÃO ACEITO ESTE GOLPE, quero Dilma de volta, quero meus direitos de volta. É esta a luta. E esta luta garante eleições limpas em 2018. Caso contrário, a gente nem sabe se vai ter eleição”. E completa: “DILMA JÁ, LULA 2018! É este o caminho! É este o caminho!”

E, de fato, é este o caminho que o povo claramente demonstrou que quer trilhar. O caminho que aceito e confirmado através de cada uma das quase 2000 assinaturas colhida pela Ação Popular durante a caravana, a cada folha que foi levada para mais assinaturas, a cada embrião de comitê que foi semeado pelas cidades percorridas, enfim, em todas as muitas e muitas vezes que os poucos militantes envolvidos nesta luta ouviam reiteradamente o povo dizer: “é isto mesmo o que dever ser feito”.

Realmente, é isto o que deve ser feito. Levar este movimento às massas, com a maior intensidade possível, formar centenas de comitês, fazer com que toda a população saiba desta luta, e dar a chance para cada brasileiro assinar esta ação popular histórica e aderir concretamente à luta contra o golpe. Em resumo, ter consciência da força invencível da classe trabalhadora.

Acompanhar a caravana do presidente Lula comprovou claramente: mais do que as velhas cantilenas de conciliação de classes, mais do que “perdoar os golpistas”, lutar e derrotar o golpe é de fato a única coisa que o povo realmente quer agora. Imediatamente. Sem esperar mais um dia sequer, quanto menos ainda um longínquo e incerto 2018.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Comitê contra o golpe de Pernambuco explica como organizar reação aos fascistas na universidade

No dia 27 de outubro foi exibido na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) o filme documentário sobre Olavo de Carvalho, “O Jardim das Aflições”, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) – o que demonstra a tentativa da direita, que é muito fraca nas universidades, de penetrar no meio, o que já vem acontecendo pouco a pouco.

Diante disso, o Comitê de luta contra o golpe de Pernambuco realizou no mesmo dia e na mesma hora, um ato contra o fascismo e a exibição do filme “Porque Lutamos – Resistência à Ditadura Militar”, demonstrando na prática um meio para combater a ofensiva da extrema-direita, que não seja a censura (defendida por grande parte do esquerdismo brasileiro).

A exibição dos dois filmes gerou um conflito entre o comitê e os fascistas, dentro do CFCH. A direita, que já estava reagindo histericamente ao chamado e panfletagem contra a exibição do documentário sobre seu guru, chamou grupos neonazistas, armados de armas brancas (como soco inglês, etc.) para enfrentar e intimidar o ato da esquerda.

Na saída do filme, ocorreu um confronto entre os fascistas e neonazistas que estavam assistindo o filme de Olavo, muitos com camisas exaltando Bolsonaro, e os participantes do “Cine-debate: abaixo a ditadura militar”. No final, depois de diversas trocas de xingamentos, o confronto acabou se tornando físico, e alguns manifestantes saíram feridos, mas a direita foi expulsa a pontapés e saiu correndo, como na revoada das galinhas verdes.

Nesse sentido, o comitê de pernambuco demonstrou o que deve ser feito para combater o fascistas na universidade e nas ruas: é preciso colocá-los para correr. Com o fascismo não se deve ter discussão; grupos como MBL, Vem pra Rua, Skinheads e outros tipos de reagrupamentos da extrema-direita são extremamente nocivos para o movimento operário, tendo sido usados para dar o golpe em Dilma, e historicamente para combater o comunismo e a esquerda no geral – financiados pelo imperialismo. Ao longo de 2015 e 2016, várias sedes de partidos de esquerda e sindicatos, assim como o Instituto Lula, foram alvos de ataques fascistas.

Por isso, por questão de sobrevivência, a esquerda e o movimento operário precisam reagir, organiza-se em comitês de luta contra o golpe e derrotar a direita. Como já dito pelo Partido da Causa Operária (PCO), é preciso “socar a cabeça dos fascistas na parede”.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Comitês de luta contra o golpe: a única resistência real contra o golpe, a direita e os fascistas no Brasil

É essencial a compreensão de que o golpe não se limitou ao impeachment de Dilma Rousseff: ele não está “dado”. O golpe está em andamento e é constituído pelo avanço do grande capital internacional sobre os direitos da classe trabalhadora. A cada medida golpista implementada, a cada “reforma” (fiscal, previdenciária, trabalhista), a cada privatização, à medida em que a esquerda e os sindicatos são perseguidos e criminalizados, aprofunda-se o golpe.

Lutar contra o golpe, assim, não se restringe a medidas políticas de tipo institucional visando a reverter o impeachment. Trata-se de mobilizar a classe trabalhadora de modo a constituir suas próprias organizações de luta política.

Neste sentido, os comitês de luta contra o golpe são nesse momento a arma fundamental dos trabalhadores, dos estudantes e da esquerda, contra a investida dos fascistas e da direita golpista. O caráter dos comitês de luta contra o golpe é a ação, com reuniões regulares e semanais, panfletagens e atividades, os comitês buscam a cada semana agrupar ainda cada vez mais pessoas que querem tirar os golpistas do poder e varrer os fascistas do país.

A atividade principal dos comitês no momento são os mutirões pela anulação do impeachment realizada todos os domingos em várias cidades do país. Na atividade, militantes reúnem-se em locais de grande concentração para falar com a população sobre o golpe de estado, fazer a agitação política e coletar assinaturas para ação popular pela anulação do impeachment.  A atividade a cada final de semana cresce, e se torna mais popular. Assim como os Comitês, que com força e orientação política se tornam no momento a única resistência contra o golpe no Brasil.

O PCO, e os Comitês de Luta Contra o Golpe, convida mais uma vez a todos aqueles que estão dispostos a lutar contra o golpe e a direita a se integrar em um Comitê mais próximo, ou, a organizar um em sua cidade. Não é necessário estar filiado a partido, fazer parte de organizações para atuar em um comitê, o única requerimento é ser contra o golpe e a direita. Só a população organizada em comitês é capaz de, como feito na Universidade Federal de Pernambuco no dia 28, expulsar os fascistas da universidade. 

Todos que querem lutar contra o golpe não devem perder mais tempo! Entre em contato para encontrar um comitê próximo a você ou para receber materiais e orientações de como organizar um comitê de luta contra o golpe na sua cidade.

Entre em contato:

Publicado originalmente no Diário Causa Operária