Favela da Maré: golpistas estão substituindo PM pelas Forças Armadas

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Favela da Maré: golpistas estão substituindo PM pelas Forças Armadas

Mais uma vez as Forças Armadas estão presentes no Complexo da Maré, zona Norte do Rio de Janeiro. O Exército realizou uma operação no conjunto de favelas da Maré no começo da manhã de quarta-feira (13). A Operação colocou 800 agentes das Forças Armadas e do BOPE no Parque União, Rubens Vaz, Parque Maré e Nova Holanda.

O diferencial dessa ação em relação as outras ofensivas é que dessa vez eles estão subindo o morro para cumprir mandados judiciais de um Inquérito Policial Militar (IPM). Até então as Forças Armadas tinham sido acionadas a intervir nas favelas do Rio para conter conflitos entre traficantes e promover uma aparente pacificação. Agora ganharam mais uma função, estão subindo para prender gente. É o Exército assumindo o papel de polícia no subúrbio carioca.

Ao colocar os militares em contato direto com a população os golpistas declaradamente estão assassinando o povo. Os militares não estão preparados para “pacificar”, não são treinados para lidar com a população civil, são treinados para o combate. É mais uma política dos golpistas para exterminar os trabalhadores que moram nos morros cariocas e em todas as demais periferias.

Vale ressaltar que quase todos os dias as Forças Armadas estão praticando exercícios em diferentes partes do país ou até mesmo ocupando áreas urbanas. É óbvio que as Forças Armadas estão na preparação de uma intervenção militar. O problema que já é preocupante e real nas favelas do Rio de Janeiro, logo será em todo o país.

Diante desse cenário, única forma de prevenir isso é promover uma ampla mobilização popular. É necessário ampliar a formação de comitês de luta contra o golpe em todo o país. O avanço da direita sobre o regime político, sobre os direitos democráticos e sobre o conjunto da população é cada vez maior. É preciso mostrar a capacidade de reação da população através dos comitês de luta contra o golpe de Estado. Se a esquerda pequeno-burguesa e festiva tem uma inclinação suicida, o povo e os trabalhadores em geral não tem essa inclinação, eles querem lutar pela sua própria sobrevivência.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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