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PCO e Comitê Contra o Golpe organizam debate na Universidade Federal do Goiás

Na última quarta-feira (13) o Partido da Causa Operária e o Comitê Contra o Golpe de Brasília realizaram um debate no campus da UFG em Jataí GO pela anulação do impeachment.

Como parte das atividades da luta contra o golpe o Partido da Causa Operária organizou, nesta quarta-feira (13) no Campus Jataí GO da Universidade Federal do Goiás, uma palestra debate que teve como tema principal o processo do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Tendo como mediador Rafael Bezerra, estudante de direito daquele campus e também membro do PCO, o debate contou com a participação do Professor e Doutor em Direito da UFG, Diego Diehl e Expedito Mendonça, Membro da Direção Reginal do PCO em Brasília e Diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federal, como debatedores.

O Prof. Diehl abriu o debate com uma análise da situção da política nacional desde o golpde militar de 64, o ascenso do movimento operário no final da década de 1970 que foi um fator preponderante na derrubada de ditadura, passando pelo processo de “redemocratização” com a Constituinte de 1988, a crise do neoliberalismo no governo de FHC (PSDB), a eleição do governo do PT, o processo do mensalão no governo do ex-presidente Lula da Silva, até chegar do atual momento que desembocou em um processo farsa no Congresso Nacional do impeachment, de um governo eleito democraticamente com mais de 54,5 milhões de votos. Para Diehl todo esses processos visam inviabilizar um governo, que mesmo com as suas limitação, vinha executando uma política com viés social através de, por exemplo: programas Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, cota de negros nas universidades, etc. características do governo do PT.

Expedito Mendonça, membro do PCO, na sua falação, dentre outras caracterizações, expôs que a situação política está marcada pelo processo de golpe de Estado em que passa o País que a ala direita do regime, a burguesia mais estreitamente vinculada ao imperialismo e o próprio imperialismo colocaram em marcha tal processo, fato que fica caracterizado pelo ataque de conjunto lançado pelos grandes capitalistas e pelo imperialismo contra o governo de Dilma Rousseff do PT. Que é uma campanha tipicamente golpista que tem no centro o velho refrão da direita golpista financiada pelo imperialismo de antes de 1964 – a “luta contra a corrupção” – e que coloca notórios corruptos como defensores da moral pública contra um governo “corrupto”. Mendonça caracterizou, em relação à conjuntura internacional, a decomposição dos regimes “democráticos”. A polarização política expressa a decomposição dos regimes ditos democráticos dos principais países imperialistas, a Inglaterra, França, EUA e Japão, Alemanha e Itália.  A tendênciaa presente na situação atual nesses países é o deslocamento do imperialismo à direita e a retomada de uma política mais agressiva do que já vem sendo aplicada pelos governos do partido Democrata nas EUA, Conservadores na Inglaterra, os Socialistas na França e o Partido Liberal Democrata no Japão. Isto implica em um maior enfrentamento do imperialismo com os países atrasados e com os trabalhadores, inclusive, dos países desenvolvidos, como os próprios EUA. Nos países atrasados essa política fica clara com as políticas de golpes em vários Países tais como Honduras, Paraguai, Argentina, Egito, Ucrânia, tentativa de golpe na Venezuela, Bolívia, Turquia, etc. e no Brasil é claro, declarou Expedito.

A atividade realizada na UFG tem como objetivo esclarecer os estudantes, trabalhadores e a população em geral e alertar quanto a política de aprofundamento do golpe através dos ataques aos direitos e conquistas alcançado durantes os últimos 100 anos de lutas da classe trabalhadora.

A campanha contra o golpe é parte das atividades desenvolvida pelo PCO e dos Comitês de Luta Contra o Golpe reforçando cada vez mais o compromisso que visa colocar nas ruas a luta contra o golpismo da direita pró-imperialista. Para isso é necessário criar em todos os locais possíveis Comitês de Luta para barrar a ofensiva direitista, anular o impeachment e todas as medidas resultado do golpe.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Honduras: o país que inaugurou a onda de golpes na América Latina

Na última Análise Política da Semana, apresentada pelo companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO comentou sobre Honduras, o país que foi o primeiro a sofrer um golpe de estado em 2009, onde foi deposto presidente eleito Manuel Zelaya que era um político de caráter nacionalista de esquerda, assim como outros presidentes que em outros países na América Latina e que depois do golpe de Honduras, alguns foram derrubados e forma perseguidos, por exemplo, os golpes no Paraguai, em 2011, no Brasil em 2016, na Argentina que veio na forma eleitoral em 2015. Podendo assim, considerar Honduras o país onde foi inaugurada a onda de golpes de estados pelo continente.

O companheiro comentou que é de extrema importância analisar o que aconteceu em Honduras, porque além de ter sido um inicio de uma nova etapa de golpes assim como ocorreu na década de 60 na própria América Latina, o golpe em Honduras mostrou um novo tipo de regime golpista. Diferente do que apresentado há 50 anos com os militares, tanques e generais, este tipo de golpe tem aparência constitucional, embora seja quase tão repressivo ao antigo modelo.

Além disso, o golpe em Honduras entrou teve um novo capítulo muito importante que foi uma eleição onde quem ganhou foi um candidato que não é do regime golpista e que pode ser considerado alternativo. Porém, a eleição foi fraudada pelos golpistas e quem continua no poder são os golpistas. Depois desse fato, aumentou a mobilização popular que junto com ela aumentou a repressão, dado que o companheiro citou que crescem um na medida do outro.

E isso serve de exemplo parta a esquerda no Brasil que passou boa parte deste ano de 2017 compensando somente nas eleições de 2018 como forma de derrotar o golpe. Sendo que ninguém praticamente sabe se estas eleições vão ocorrer e se ocorrerem será de uma forma totalmente fraudada.

A Análise Política da Semana é apresentada todos os sábados, às 11h30, pelo companheiro Rui Costa Pimenta e você acompanhá-la presencialmente no Centro Cultural Benjamin Peret, que fica na Rua Serranos 90, no bairro da saúde em São Paulo ou se preferir acompanhar pela internet através do canal da CausaOperáriaTV que transmite ao vivo a Análise.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Tribunal mostrou que sem luta contra o golpe não haverá eleições em 2018

Ao contrário do que as organizações mais iludidas com a democracia poderiam imaginar, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da quarta região) marcou o julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva para 24 de janeiro de 2018. E a intenção desse julgamento não é outra se não prendê-lo.

Trata-se do plano de retirar Lula do cenário político, em primeiro lugar, para em seguida tirar o próprio Partido dos Trabalhadores. Cassar a legenda, suas lideranças, e o restante da esquerda, para fazer uma eleição fajuta, em que só a direita pode vencer.

Esse é um plano que foi tentado pelo menos duas vezes, em que o movimento social, organizações políticas e a população foi até Curitiba (PR) evitar que Lula fosse preso. É absolutamente certo que se não houvesse mobilização, Lula já estaria cumprindo pena, como o companheiro José Dirceu, dentre outros.

O mesmo vale para as próprias eleições de 2018, para a qual muitos se preparam. Partidos já lançam pré-candidaturas, sem ao menos perceber que esse pleito não irá ocorrer da forma tradicional. Na verdade, se não houver manifestações, não haverá eleição em 2018.

A direita não quer entregar um regime que ela tirou na “mão grande”, sem voto, como se poderia esperar de uma democracia burguesa, mas com o golpe, o impeachment. A direita, essa mesma que está no comando do Estado, não ganha mais eleições, de jeito nenhum, especialmente se Lula for candidato.

Do que se conclui que ela, que inclusive controla a justiça eleitoral, não está disposta a realizar essa disputa, nem nos moldes fajutos e fraudulentos tradicionais.

O problema que se coloca é justamente aumentar a luta contra o golpe de Estado, criar mais comitês de luta contra o golpe, pelo Brasil inteiro. Lutar contra a prisão de Lula, pois essa prisão é um passo gigantesco para aprofundar o golpe, que tem como caminho a não realização das eleições e, diante de uma crise, a intervenção, o golpe militar.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Favela da Maré: golpistas estão substituindo PM pelas Forças Armadas

Mais uma vez as Forças Armadas estão presentes no Complexo da Maré, zona Norte do Rio de Janeiro. O Exército realizou uma operação no conjunto de favelas da Maré no começo da manhã de quarta-feira (13). A Operação colocou 800 agentes das Forças Armadas e do BOPE no Parque União, Rubens Vaz, Parque Maré e Nova Holanda.

O diferencial dessa ação em relação as outras ofensivas é que dessa vez eles estão subindo o morro para cumprir mandados judiciais de um Inquérito Policial Militar (IPM). Até então as Forças Armadas tinham sido acionadas a intervir nas favelas do Rio para conter conflitos entre traficantes e promover uma aparente pacificação. Agora ganharam mais uma função, estão subindo para prender gente. É o Exército assumindo o papel de polícia no subúrbio carioca.

Ao colocar os militares em contato direto com a população os golpistas declaradamente estão assassinando o povo. Os militares não estão preparados para “pacificar”, não são treinados para lidar com a população civil, são treinados para o combate. É mais uma política dos golpistas para exterminar os trabalhadores que moram nos morros cariocas e em todas as demais periferias.

Vale ressaltar que quase todos os dias as Forças Armadas estão praticando exercícios em diferentes partes do país ou até mesmo ocupando áreas urbanas. É óbvio que as Forças Armadas estão na preparação de uma intervenção militar. O problema que já é preocupante e real nas favelas do Rio de Janeiro, logo será em todo o país.

Diante desse cenário, única forma de prevenir isso é promover uma ampla mobilização popular. É necessário ampliar a formação de comitês de luta contra o golpe em todo o país. O avanço da direita sobre o regime político, sobre os direitos democráticos e sobre o conjunto da população é cada vez maior. É preciso mostrar a capacidade de reação da população através dos comitês de luta contra o golpe de Estado. Se a esquerda pequeno-burguesa e festiva tem uma inclinação suicida, o povo e os trabalhadores em geral não tem essa inclinação, eles querem lutar pela sua própria sobrevivência.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Comitê pela anulação do impeachment de Minas Gerais e o PCO enfrentam facistas em BH

A presidenta Dilma Rousseff foi à Belo Horizonte na última segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, participar de uma assembleia pública que tratou da participação das mulheres na política. Dilma também aproveitou para falar sobre o golpe a fazer uma análise da política nacional e das eleições de 2018, dentre outros assuntos.

Antes do início do evento, por volta das 16:00hs, um grupo de brutamontes fascistas, com vestes que lembram militares, aproveitando que a esquerda ainda contava com um número pequeno de militantes, esteve no local para tentar fazer uma manifestação contra a presidenta e a esquerda em geral.

Assim que começaram a gritar palavras de ordem, entretanto, foram vigorosamente confrontados pelos militantes do comitê pela Anulação do Impeachment, naquele momento composto quase exclusivamente por mulheres e também por militantes do PCO. O grupo da esquerda era pequeno, mas de forma obstinada puxou palavras de ordem como “golpistas, fascistas, não passarão” até que os fascistas vieram para o enfrentamento direto, momento em que foram brutalmente confrontados, na porrada, até recuarem e deixarem o local.

Mais tarde, quando a presidenta já fazia seu discurso no interior da Câmara, outro grupo fascista, agora do MBL, também tentou intimidar a esquerda.

Neste momento, já havia um grande número de militantes de esquerda no local, que passaram a enfrentar os fascistas também com palavras de ordem e, dando os braços, formaram uma coluna, na qual seguiram em direção aos direitistas até chegarem ao confronto direto que expulsou definitivamente a direita do local.

Os fascistas vieram confrontar a esquerda provavelmente pensando que conseguiriam intimidar os militantes. Mas o que ocorreu é que foram surpreendidos principalmente pela coragem das mulheres do comitê pela Anulação do Impeachment de BH e dos militantes do PCO, que tiveram a tarefa de iniciarem a reação enfrentando justamente o grupo de fascistas mais violentos, no meio da tarde, um grupelho que estava visivelmente preparado para agir com violência contra a esquerda.

Este é mais um exemplo de que a direita fascista tem mesmo que ser combatida violentamente onde quer que apareça, com toda energia e sem trégua, sem qualquer hesitação, até que recuem.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Vitória eleitoral esmagadora do chavismo consolida derrota do golpe

O golpe da direita na Venezuela sofreu uma dura derrota ao longo de 2017. Tentou-se de tudo para derrubar Nicolás Maduro, presidente chavista eleito em 2013, desde que ele assumiu o cargo. Greves patronais, campanhas de desabastecimento, propaganda contrária contínua na imprensa, na TV e no rádio, e até ataques violentos a prédios públicos com granadas e metralhadoras, além das barricadas em que coxinhas assediavam a população pobre parando a cidade de forma violenta, as “guarimbas”, de triste memória. Tudo isso culminou com a vitória eleitoral da direita nas eleições legislativas do final de 2015.

Durante o ano passado e parte desse ano, a direita usou o Legislativo como base para seus ataques golpistas contra o governo. A direita chegou a tentar destituir Maduro em manobras sem efeito legal, para alimentar uma crise institucional e tentar levá-la às ruas, desestabilizando o país e tornando-o impossível de governar. Outra tentativa de dar um golpe que não deu certo. Depois veio o boicote às eleições para a Assembleia COnstituinte, outro fracasso da direita, que acabou revelando o apoio popular que Maduro ainda tinha e tem.

Nas eleições municipais realizadas domingo (10), o chavismo venceu 300 das 335 prefeituras que estavam em disputa, incluindo 20 capitais de Estado. Ainda no domingo, Maduro comemorou o resultado em um ato público, declarando que “triunfou a esperança popular. Renovou-se a esperança na pátria. Hoje triunfaram a revolução e a esperança”.

A vitória eleitoral do chavismo é resultado da derrota do golpe da direita. Para derrotar o golpe, o chavismo foi obrigado a se radicalizar e tornar-se mais democrático. Na composição da Assembleia Constituinte categorias profissionais e minorias são representadas por suas próprias bancadas, que tinham reservadas a elas um número determinado de cadeiras. Uma democratização do regime e um deslocamento à esquerda forçados pela luta contra o imperialismo e a direita golpista. Com a vitória nas eleições municipais, Maduro está a caminho de ser reeleito presidente.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Tribunal Regional Federal da 4ª Região acelera “julgamento” de Lula

A inesperada pressa demonstra a disposição política – e não jurídica – de condenar o ex-presidente

Altamiro Borges

Colegiado irá julgar apelação de Lula em janeiro de 2018 - Créditos: Foto: Reuters

Colegiado irá julgar apelação de Lula em janeiro de 2018 / Foto: Reuters

Em tempo recorde e atropelando vários ritos processuais, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou nesta terça-feira (12) o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula sobre o chamado “caso do tríplex” para 24 de janeiro. A inesperada pressa surpreendeu até os direitistas mais assanhados da mídia e do mundo político, que davam como certo que o julgamento só ocorreria em março ou abril de 2018. Segundo a própria Folha, uma arqui-inimiga declarada do líder petista, “este foi o caso que mais rápido subiu de instância. João Pedro Gebran Neto [o relator do processo] concluiu o seu voto em 100 dias contra uma média de 275 dias para outros votos em outros processos da Lava-Jato”.

Em julho passado, Lula foi condenado em primeira instância – sem provas, mas com muita convicção – pelo justiceiro Sergio Moro a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostos benefícios da empreiteira OAS no tal apartamento do Guarujá (SP). Na ocasião, os advogados de defesa apresentaram inúmeros documentos que comprovaram que o imóvel nunca pertenceu ao ex-presidente. O midiático juiz, que sempre foi tão afável com Aécio Neves e com outros tucanos envolvidos em denúncias de corrupção, desconsiderou as provas, remetendo o caso para a segunda instância. Na mesma batida, o TRF4 de imediato demonstrou a sua disposição política – e não jurídica – de condenar o ex-presidente.

Como aponta a revista CartaCapital, “o caso tramita em tempo recorde no TRF4. Foram 42 dias entre a condenação por Moro e o início da tramitação do processo na segunda instância. Relator do processo, o desembargador João Pedro Gebran Neto, levou 36 dias para concluir seu voto. Revisor da ação, Leandro Paulsen finalizou seu voto em apenas seis dias úteis”. A intenção política dos “juízes” é evidente. Tudo é feito para abortar a candidatura de Lula – que surge com larga vantagem nas pesquisas diante de todos os possíveis candidatos à sucessão presidencial. Em tese, se o TRF4 ratificar a decisão de Sergio Moro, o petista se torna inelegível, já que o STF autorizou recentemente que os efeitos de uma condenação passem a valer a partir da decisão em segundo instância.

Pelo andar da carruagem, em um país em que impera algo similar a um Estado de Exceção, a farsa já está montada. O “julgamento” marcado para 24 de janeiro servirá apenas para aguçar a sanha da mídia venal e dos setores que bancaram o golpe dos corruptos que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer. A batalha, porém, não está finalizada. Em decorrência das inúmeras ilegalidades cometidas pela midiática Lava-Jato, ainda há espaço para a apelação jurídica em instâncias superiores. Mas o mais importante será a mobilização dos setores democráticos, do Brasil e do mundo, contra mais este golpe contra a democracia. As cativantes caravanas de Lula e os resultados de todas as pesquisas mostram que o jogo segue sendo jogado. Não há motivo para desencanto ou vacilação.

Edição: Blog do Miro

Publicado originalmente no Portal Brasil de Fato

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A disposição de luta contra o fascismo nas universidades

Nas universidades públicas brasileiras, os fascistas estão encontrando problemas em se apresentar para a comunidade acadêmica. Olavo de Carvalho e seus acólitos estão com dificuldades para apresentar seu novo documentário, O Jardim das Aflições. Tudo isso por entrarem em conflito com os estudantes que estão lutando contra o golpe.

A disposição de luta contra os fascistas nas universidades mostra que o movimento tem muita força e que a autodefesa dos estudantes está alerta contra os intervencionistas e fascistas, que agora estão reclamando sobre o tratamento dado, como se a forma com a qual tratar fascistas e intervencionistas pudesse ser colocada como violenta.

Quando se ataca um integrante do sistema escravista, por mais que a essência pareça colocá-lo como vítima, isso não tira o caráter dele de uma peça fundamental da opressão. A analogia deve ser incorporada para os apologistas da Ditadura Militar e demais fascistas.

Entenda melhor a situação das universidades e a luta dos estudantes contra os fascistas, sendo um movimento importante que só não tem um impacto mais profundo por não estar fundamentado na luta contra o Golpe em primeiro plano:

Há um esforço do PCO em construir um canal de transmissão de conteúdo audiovisual que possa ter programação 24 horas ao dia. Mais programas estão sendo construídos e tudo pode ser feito com mais facilidade e rapidez se houver contribuições para tanto em nossa campanha financeira em: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/abaixo-a-rede-globo-contribua-com-a-causa-operaria-tv

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Ato contra o fascismo e a repressão na UFPE 29-11-2017

No dia 27 de outubro, os estudantes da UFPE, organizados pelo Comitê de Luta Contra o Golpe, expulsaram a milícia fascista contratada para intimidar toda a comunidade acadêmica da universidade. Esse episódio, que repercutiu em todo o Brasil como um exemplo concreto de como lidar com a direita golpista, foi, na verdade, a gota d’água para aqueles que vinham tendo seus direitos cerceados diariamente pela direita.

Desde o golpe de 2016, os estudantes, professores e servidores da UFPE têm sofrido inúmeros ataques. Cortes nas bolsas de assistência estudantil, além de outros desastres econômicos, são cada vez mais recorrentes. Para conter a reação dos estudantes, por sua vez, a direita golpista tem aumentado cada vez mais a repressão a todos os que se manifestam contrários ao golpe.

Após as ocupações de 2016, vários estudantes que estiveram na luta contra o golpe foram processados. Recentemente, o Ministério Público Federal recomendou a expulsão de seis alunos. Logo depois, o Conselho de Administração da UFPE, seguindo a lógica repressora do MPF, determinou que cinco estudantes fossem suspensos.

Além de o Conselho de Administração, em suas obscuras “investigações”, atacar diretamente o movimento estudantil, uma determinação recente da Superintendência de Segurança Institucional (SSI) da UFPE deu carta branca para que a Polícia Militar, inimiga inconciliável dos setores progressistas da sociedade, circulasse e atuasse dentro do campus.

Como se não bastasse toda a ofensiva das instituições contra os setores oprimidos pelo golpe de Estado, os cães raivosos da burguesia, isto é, as milícias fascistas, estão sendo introduzidos na universidade para intimidar os estudantes e qualquer um que se manifeste contráro ao projeto da direita para o país – ou seja, o fim das universidades públicas, o fim do ensino público gratuito, a destruição da CLT e a extinção da aposentadoria e demais direitos historicamente conquistados.

Diante de todo esse cenário, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE convida todos a participar do ato contra o fascismo e a repressão na UFPE. O ato ocorrerá no próximo dia 29, com concentração a partir das 16h30, ao lado do Restaurante Universitário (RU).

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Final de Semana Cultural no CCBP – A Revolução Russa de 1917

FINAL DE SEMANA CULTURAL NO CCBP

• SÁBADO – 04/11/2017
10h – 11h30 – plenária – auditório
11h30 as 14hs – análise política – auditório
12h – análise política – auditório
14h – 15h30 – almoço bar
16h – 18h – Greve Geral 1917: documentário de Carlos Pronzatto – auditório
19h as 23h – Show de rock – Lanterna/ VMR/ Revolução Permanente – auditório
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• DOMINGO – 05/11/2017
10h as 11hs – pintura de Mural Tom Pina – quarto – andar
12h – 12h30 – Exposição charges contra o Golpe – quarto andar
13h – 14h – Exposição de fotos Munir e Diego – quarto andar
14h – 15h30 – Almoço – bar
16h – 18h – Filme “Outubro” com música experimental auditório
18h30 – 20h – Festival de curtas – (João Marcos e Patrício Salgado) auditório
20h30 as 22h – Choro marginal – bar

4 de novembro às 10:00 a
5 de novembro às 22:00

Centro Cultural Benjamin Péret
RUA SERRANOS, 90 – SAÚDE, 04147-030 São Paulo

Publicado originalmente no facebook do Centro Cultural Benjamin Péret