Categoria Não ao golpe militar

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Favela da Maré: golpistas estão substituindo PM pelas Forças Armadas

Mais uma vez as Forças Armadas estão presentes no Complexo da Maré, zona Norte do Rio de Janeiro. O Exército realizou uma operação no conjunto de favelas da Maré no começo da manhã de quarta-feira (13). A Operação colocou 800 agentes das Forças Armadas e do BOPE no Parque União, Rubens Vaz, Parque Maré e Nova Holanda.

O diferencial dessa ação em relação as outras ofensivas é que dessa vez eles estão subindo o morro para cumprir mandados judiciais de um Inquérito Policial Militar (IPM). Até então as Forças Armadas tinham sido acionadas a intervir nas favelas do Rio para conter conflitos entre traficantes e promover uma aparente pacificação. Agora ganharam mais uma função, estão subindo para prender gente. É o Exército assumindo o papel de polícia no subúrbio carioca.

Ao colocar os militares em contato direto com a população os golpistas declaradamente estão assassinando o povo. Os militares não estão preparados para “pacificar”, não são treinados para lidar com a população civil, são treinados para o combate. É mais uma política dos golpistas para exterminar os trabalhadores que moram nos morros cariocas e em todas as demais periferias.

Vale ressaltar que quase todos os dias as Forças Armadas estão praticando exercícios em diferentes partes do país ou até mesmo ocupando áreas urbanas. É óbvio que as Forças Armadas estão na preparação de uma intervenção militar. O problema que já é preocupante e real nas favelas do Rio de Janeiro, logo será em todo o país.

Diante desse cenário, única forma de prevenir isso é promover uma ampla mobilização popular. É necessário ampliar a formação de comitês de luta contra o golpe em todo o país. O avanço da direita sobre o regime político, sobre os direitos democráticos e sobre o conjunto da população é cada vez maior. É preciso mostrar a capacidade de reação da população através dos comitês de luta contra o golpe de Estado. Se a esquerda pequeno-burguesa e festiva tem uma inclinação suicida, o povo e os trabalhadores em geral não tem essa inclinação, eles querem lutar pela sua própria sobrevivência.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Ato contra o fascismo e a repressão na UFPE 29-11-2017

No dia 27 de outubro, os estudantes da UFPE, organizados pelo Comitê de Luta Contra o Golpe, expulsaram a milícia fascista contratada para intimidar toda a comunidade acadêmica da universidade. Esse episódio, que repercutiu em todo o Brasil como um exemplo concreto de como lidar com a direita golpista, foi, na verdade, a gota d’água para aqueles que vinham tendo seus direitos cerceados diariamente pela direita.

Desde o golpe de 2016, os estudantes, professores e servidores da UFPE têm sofrido inúmeros ataques. Cortes nas bolsas de assistência estudantil, além de outros desastres econômicos, são cada vez mais recorrentes. Para conter a reação dos estudantes, por sua vez, a direita golpista tem aumentado cada vez mais a repressão a todos os que se manifestam contrários ao golpe.

Após as ocupações de 2016, vários estudantes que estiveram na luta contra o golpe foram processados. Recentemente, o Ministério Público Federal recomendou a expulsão de seis alunos. Logo depois, o Conselho de Administração da UFPE, seguindo a lógica repressora do MPF, determinou que cinco estudantes fossem suspensos.

Além de o Conselho de Administração, em suas obscuras “investigações”, atacar diretamente o movimento estudantil, uma determinação recente da Superintendência de Segurança Institucional (SSI) da UFPE deu carta branca para que a Polícia Militar, inimiga inconciliável dos setores progressistas da sociedade, circulasse e atuasse dentro do campus.

Como se não bastasse toda a ofensiva das instituições contra os setores oprimidos pelo golpe de Estado, os cães raivosos da burguesia, isto é, as milícias fascistas, estão sendo introduzidos na universidade para intimidar os estudantes e qualquer um que se manifeste contráro ao projeto da direita para o país – ou seja, o fim das universidades públicas, o fim do ensino público gratuito, a destruição da CLT e a extinção da aposentadoria e demais direitos historicamente conquistados.

Diante de todo esse cenário, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE convida todos a participar do ato contra o fascismo e a repressão na UFPE. O ato ocorrerá no próximo dia 29, com concentração a partir das 16h30, ao lado do Restaurante Universitário (RU).

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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CINE-DEBATE CONTRA O FASCISMO E O GOLPE MILITAR – NATAL/RN

ABAIXO A DIREITA FASCISTA EM NATAL

No próximo dia 14/11 o movimento “Endireita Natal” junto com o Instituto Felipe Camarão (que todos nós conhecemos por ser reduto de fascistas) exibirá o filme “O Jardim das Aflições” na biblioteca Zila Mamede, na UFRN. O filme enaltece a vida do filósofo conservador Olavo de Carvalho.

A exibição desse filme pela extrema-direita não pode passar em branco. É necessário que todos os estudantes, professores e servidores da UFRN se reúnam no próximo dia 14 de novembro e denunciem os planos da extrema-direita para o país e para a universidade. Por isso, convidamos todos a participarem de nosso cine-debate.

CINE-DEBATE CONTRA O FASCISMO E O GOLPE MILITAR

Dia 14 de novembro
Às 18h
Em frente à Biblioteca Central Zila Mamede

COMITÊ DE LUTA CONTRA O GOLPE – NATAL/RN

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Comitês de luta contra o golpe: a única resistência real contra o golpe, a direita e os fascistas no Brasil

É essencial a compreensão de que o golpe não se limitou ao impeachment de Dilma Rousseff: ele não está “dado”. O golpe está em andamento e é constituído pelo avanço do grande capital internacional sobre os direitos da classe trabalhadora. A cada medida golpista implementada, a cada “reforma” (fiscal, previdenciária, trabalhista), a cada privatização, à medida em que a esquerda e os sindicatos são perseguidos e criminalizados, aprofunda-se o golpe.

Lutar contra o golpe, assim, não se restringe a medidas políticas de tipo institucional visando a reverter o impeachment. Trata-se de mobilizar a classe trabalhadora de modo a constituir suas próprias organizações de luta política.

Neste sentido, os comitês de luta contra o golpe são nesse momento a arma fundamental dos trabalhadores, dos estudantes e da esquerda, contra a investida dos fascistas e da direita golpista. O caráter dos comitês de luta contra o golpe é a ação, com reuniões regulares e semanais, panfletagens e atividades, os comitês buscam a cada semana agrupar ainda cada vez mais pessoas que querem tirar os golpistas do poder e varrer os fascistas do país.

A atividade principal dos comitês no momento são os mutirões pela anulação do impeachment realizada todos os domingos em várias cidades do país. Na atividade, militantes reúnem-se em locais de grande concentração para falar com a população sobre o golpe de estado, fazer a agitação política e coletar assinaturas para ação popular pela anulação do impeachment.  A atividade a cada final de semana cresce, e se torna mais popular. Assim como os Comitês, que com força e orientação política se tornam no momento a única resistência contra o golpe no Brasil.

O PCO, e os Comitês de Luta Contra o Golpe, convida mais uma vez a todos aqueles que estão dispostos a lutar contra o golpe e a direita a se integrar em um Comitê mais próximo, ou, a organizar um em sua cidade. Não é necessário estar filiado a partido, fazer parte de organizações para atuar em um comitê, o única requerimento é ser contra o golpe e a direita. Só a população organizada em comitês é capaz de, como feito na Universidade Federal de Pernambuco no dia 28, expulsar os fascistas da universidade. 

Todos que querem lutar contra o golpe não devem perder mais tempo! Entre em contato para encontrar um comitê próximo a você ou para receber materiais e orientações de como organizar um comitê de luta contra o golpe na sua cidade.

Entre em contato:

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Comitê de luta contra o Golpe da UFPE: eis as provas, Fascistas!

No último dia 27, ocorreu a famosa batalha da UFPE, na qual o Comitê de luta contra o Golpe e os estudantes da UFPE botaram os fascistas para correr. Tentando amenizar o vexame, os coxinhas correram para as redes sociais e para órgãos de imprensa reacionários para tentar divulgar uma versão adulterada dos fatos.

Nas primeiras horas depois da batalha, dezenas de matérias e milhares de comentários no Facebook diziam a mesma coisa: os estudantes estavam vagabundando, decidiram invadir a sessão do filme “O Jardim das Aflições” e levaram uma surra de pessoas que foram provocadas e só queriam assistir ao filme. Aos poucos, no entanto, as falsificações direitistas foram sendo contestadas. O Diário Causa Operária Online, a página do Comitê de luta contra o Golpe da UFPE e os perfis de alguns alunos no Facebook expuseram o que de fato acontecera.

Como resposta desesperada, os coxinhas plantonistas de Facebook escreveram inúmeras mensagens alegando que nada era comprovado. No entanto, há provas sim para o que foi dito. Confiram abaixo:

1 – “Foi o PCO quem começou”. Não, não foi o PCO. Desde o início do cine-debate promovido pelo Comitê de luta contra o Golpe da UFPE, skinheads ficaram no evento intimidando os estudantes. Isso pode ser comprovado em um vídeo gravado pelos próprios carecas. Além disso, os próprios carecas admitem no vídeo que não foram hostilizados.

Assista aqui ao vídeo

2 -“Não havia skinhead“. Havia skinhead, sim. Em uma foto do próprio Jornal do Commércio – que fez uma das matérias mais deploráveis sobre o acontecido -, uma pessoa aparece mostrando um panfleto do grupo “Carecas de Pernambuco”, que é um grupo Skinhead. Além disso, estava presente no CFCH Windson da Silva Souza, que é um skinhead conhecido. Windson, em programa de televisão, já admitiu ser skinhead.

Veja abaixo o panfleto dos “Carecas de Pernambuco”:

Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE: eis as provas, fascistas! 1

Assista aqui ao vídeo de Windson na televisão:

3 – “Não foram utilizadas armas brancas”. Foram, sim. Em um vídeo que nos foi enviado, é possível ver um skinhead com um porrete e luvas suspeitas.

Assista ao vídeo, no qual também aparece Windson.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Fascistas prometem provocar esquerda no encerramento da Caravana Lula em Belo Horizonte

Na noite deste sábado (28/10) surgiu nas redes sociais vídeo do inexpressivo “Direita Minas” convocando a população a se manifestar contra o ex-presidente Lula na Praça Sete de Setembro, centro da capital mineira. O ato é claramente uma provocação pois foi marcado no mesmo dia, com uma hora de diferença do encerramento da Caravana Lula e, se não fosse pelo temor da Polícia Militar em perder o controle da situação, ocorreria na Praça Rui Barbosa; ou seja, apenas uma Avenida separaria as duas manifestações. 

O grupelho segue a mesma tônica de seus congêneres espalhados pelo Brasil: formado principalmente por seguimentos da classe média raivosa, usam e abusam do verde e amarelo, se dizem nacionalistas como seu ídolo Jair Bolsonaro, mas são igualmente antipovo e lambe-botas dos fascistas norteamericanos.

Em seu perfil no Facebook têm registros de micro-atos que tentaram concorrer com a Caravana Lula em Minas. Lá falam para eles mesmos e mal conseguem preencher uma praça de cidade do interior. Caricatos, não têm base popular. Disparam ofensas contra a esquerda de um modo geral, mas, especificamente, direcionada à pessoa do ex-presidente e – pasmem! – à memória de dona Marisa.

Com o apodrecimento da situação político-econômica e social a burguesia joga esses elementos contra o proletariado e suas organizações para conter o movimento das massas. Aprender com os episódios onde os Comitês de luta Contra o Golpe e o PCO barraram-lhes a ação, a exemplo do ocorrido na Universidade Federal de Pernambuco (28), é essencial! Não há diálogo com fascistas. Eles devem ser expulsos das manifestações da esquerda com a força necessária. Aquilo que não é combatido hoje, volta amanhã como monstro para perseguir a todos.

 

Publicado Originalmente no Diário Causa Operária

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Mutirão em São Paulo e em Diadema recolhem centenas de assinaturas contra o golpe

Em São Paulo, na Avenida Paulista, perto do MASP, foi realizado mais um mutirão de coleta de assinaturas contra o impeachment, contra o golpe de Estado, resultando, uma vez mais, em centenas de assinaturas, apesar da tradicional garoa paulistana.

A receptividade, novamente, foi ampla e os transeuntes da avenida mais famosa da cidade se demonstraram totalmente favoráveis à luta contra os golpista.

Uma das pessoas que assinou o abaixo-assinado, disse: “é preciso tirar Temer da presidência, mas com a volta de Dilma, não com a entrada de gente ainda pior que Michel Temer”.

A atividade deste domingo foi complementada com o mutirão em Diadema, no ABC paulista, onde foram colhidas quase 200 assinaturas na feira do Jardim Míriam, que também teve apoio completo e mostra, também, que em Diadema e em todo ABC existe disposição para lutar contra o golpe de Estado.

A luta pela anulação do impeachment, através do abaixo-assinado, é o eixo de mobilização das pessoas e organizações que estão na luta contra o golpe neste momento. É preciso aumentar a campanha que se desenvolve, com certa naturalidade, na criação dos comitês de luta contra o golpe, que estão chegando à casa da centena.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Nota do Comitê de Luta Contra o Golpe acerca dos fatos do dia 27/10

Reproduzimos na íntegra a nota oficial do Comitê de Luta Contra o Golpe sobre a batalha da UFPE.

 

NOTA DO COMITÊ DE LUTA CONTRA O GOLPE DA UFPE ACERCA DOS FATOS DO DIA 27/10

 

1 – Há alguns dias, cartazes no campus da UFPE divulgaram que, no dia 27 de outubro, seria exibido o filme “O Jardim das Aflições”, dirigido por Josias Teófilo e baseado na obra do astrólogo Olavo de Carvalho.

2 – Cientes da afronta que a exibição do filme representava aos estudantes – visto que Olavo de Carvalho é uma figura que atrai neonazistas, simpatizantes de Bolsonaro, intervencionistas e todo o tipo de facção de extrema-direita -, os membros do Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE optaram por realizar uma atividade paralela no mesmo horário.

3 – A atividade proposta pelo Comitê de Luta Contra o Golpe foi chamado de “Cine-debate: abaixo a ditadura militar!”. Na programação do evento, constava uma plenária, prevista para ocorrer entre 16h e 17h, a exibição de um documentário, previsto para ocorrer entre 17h e 18h, e um debate, previsto para ocorrer entre 18h e 20h.

4 – O documentário destacado foi “Porque lutamos! Resistência à ditadura militar”, de Fernanda Ikedo. O local escolhido para o evento foi o estacionamento do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE. A atividade foi devidamente protocolada junto à Reitoria da Universidade.

5 – A notícia de que faríamos o evento irritou os interessados em assistir “O Jardim das Aflições”, bem como o diretor do filme e os fãs de Olavo de Carvalho. Assim, essas pessoas passaram a ridicularizar o evento e espalhar calúnias e ameaças.

6 – Diante da reação dessas pessoas, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE e o Partido da Causa Operária (partido responsável por impulsionar os diversos comitês de luta contra o golpe que existem no país) utilizaram, respectivamente, sua página no Facebook e sua imprensa online para explicar o intuito do evento, desmascarar as intimidações e afirmar que não permitiríamos que nosso evento fosse boicotado pelos que assim pretendiam.

7 – Como resposta, os interessados em assistir “O Jardim das Aflições”, bem como o diretor do filme e os fãs de Olavo de Carvalho divulgaram textos caluniosos alegando que o PCO estaria incitando ataques contra o diretor e o produtor do filme e incentivando pessoas a arrancarem os cartazes que divulgavam o filme “O Jardim das Aflições”. Replicamos que isso era uma calúnia, pois em nenhum momento incitamos ataques, boicotes ou censuras, mas que reiterávamos nossa posição diante do fascismo: se fôssemos provocados, reagiríamos com toda a força da união dos estudantes.

8 – As pessoas que tinham interesse em se deslocar para o auditório em que seria exibido o filme “O Jardim das Aflições” o fizeram sem qualquer problema. Nem o Comitê de Luta Contra o Golpe nem os estudantes que estavam em nossa atividade intimidaram ou agrediram os interessados no filme.

9 – Por outro lado, em nossa atividade, que foi realizada em um espaço aberto, circulavam livremente skinheads, neonazistas e pessoas com camisas exaltando Bolsonaro. Ressaltamos que nenhuma dessas pessoas foi ver o filme, nem sequer eram estudantes da UFPE. Além disso, parte dessas pessoas estavam portando armas brancas, como soco-inglês. Esse fato evidencia que havia um grupo contratado na UFPE apenas para intimidar os estudantes que queriam promover o cine-debate. Em outras palavras, uma milícia fascista.

10 – Durante a nossa atividade, vários membros dessa milícia fascista ficaram no estacionamento, filmando e observando a atividade. Embora tenhamos entendido isso como uma afronta, nenhuma resposta foi dada às provocações.

11 – Após 16h30, quando nossa atividade já reunia mais de 200 estudantes, durante a fala de uma companheira do Levante Popular da Juventude, o grito “nazistas, fascistas, não passarão” foi bradado por todos os estudantes que estavam no estacionamento. Logo depois, um skinhead cruzou o estacionamento, tentando provocar os participantes da atividade. Nesse momento, um militante do PCO encarou o skinhead e exigiu que ele saísse daquele local, uma vez que o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE já havia reservado o espaço para uma atividade antifascista e que ele tinha toda a liberdade para ir para o auditório. O skinhead voltou para seu lugar e não houve conflito.

12 – Por volta das 17h, teve início a exibição do nosso documentário. Mais uma vez, um membro da milícia fascista veio provocar os estudantes, pregando cartazes de Olavo de Carvalho no espaço onde estávamos realizando a atividade. Nesse momento, os organizadores do cine-debate o cercaram, arrancaram o cartaz e deram 10 segundos para ele sair do local. Irritado, ele saiu e chutou parte da estrutura montada pelo Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE para a realização do evento, chegando a quebrar uma cadeira. Em seguida, saiu correndo.

13 – Por volta das 17h30, quando tivemos a informação de que a exibição do filme “O Jardim das Aflições” já havia terminado, interrompemos a exibição do nosso filme e discutimos com os estudantes a necessidade de se formar uma comissão de segurança para garantir que a milícia fascista não tentasse interromper nossa atividade pela força. A partir daí, organizamos uma “corrente humana” na porta do prédio.

14 – Por causa do clima tenso no estacionamento, a diretora do CFCH abriu a porta traseira do centro, buscando evitar qualquer confronto direto. No entanto, embora muitas pessoas tivessem saído, a milícia fascista permaneceu e começou a fazer ameaças aos estudantes. A orientação que demos foi a de que os estudantes permanecessem na corrente de segurança, protegendo os participantes de nossa atividade, enquanto designamos uma outra comissão para desmontar rapidamente a estrutura montada para o cine-debate. Afinal de contas, como um conflito direto parecia inevitável, decidimos guardar as cadeiras, mesas, retroprojetor, notebook e outros materiais.

15 – Embora em nenhum momento tenhamos incitado nenhum estudante a atacar a milícia fascista, orientamos para que a corrente de segurança fosse fortalecida e que, caso fôssemos atacados, iríamos responder com a força da união dos estudantes. Por uma questão de estratégia espacial, transformamos a corrente em um enorme bloco de estudantes, que ocupou o corredor do CFCH e se impôs diante da ameaça da milícia fascista.

16 – Durante algum tempo, a milícia fascista continuou provocando. Os estudantes, no entanto, respondiam com gritos de “nazistas, fascistas, não passarão”. No entanto, o conflito entre os estudantes e a milícia fascista foi inevitável. Um segurança do CFCH, por sua vez, se posicionou claramente ao lado da milícia fascista, na medida em que estava tentando conter os estudantes. Lembramos aqui que o servidor deveria, acima de tudo, zelar pela segurança dos estudantes – e não pela segurança de um grupo externo contratado para bater neles.

17 – Quando iniciado o confronto, destacamos três companheiros para finalizar o desmonte da estrutura e nos juntamos e convocamos todos os demais estudantes para se unirem e expulsar da Universidade a milícia fascista pela força.

18 – O conflito, que não durou muito, foi extremamente vitorioso para os estudantes. A milícia fascista inteira foi expulsa e saiu correndo, temendo a força dos estudantes unidos.

 

COMITÊ DE LUTA CONTRA O GOLPE DA UFPE

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Anular o impeachment: no Brasil do golpe não haverá eleições democráticas

A farsa da votação do afastamento do presidente golpista Michel Temer na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, evidencia, uma vez mais, que não há qualquer perspectiva de derrotar o golpe no terreno do congresso nacional golpista, dominado não por apenas uma quadrilha de “picaretas” mas por várias delas, que atuam como verdadeiros representantes dos setores mais reacionários do latifúndio e do grande capital “nacional” e internacional os quais realizaram – apenas nas últimas semanas – negócios da ordem de R$ 32 bilhões em torno da votação.

Muito mais do que a tradicional política de “é votando que se recebe” o que se viu foi que os grandes tubarões capitalistas, usaram a situação moribunda do governo Temer, para impor uma série de medidas adequadas aos seus interesses, tais como, a Portaria do Ministério do Trabalho que busca proibir a fiscalização do trabalho escravo, o perdão de cerca de R$ 3 bilhões de multas ambientais de grandes monopólios,  o estabelecimento de refinanciamento de dívidas fiscais – Refis – por até décadas, favorecendo capitalistas sonegadores de impostos pagos pelos trabalhadores e os leilões – à “preço de banana” – de enormes reservas de petróleo, nos próximos dias.

Temer sobrevive – sabe-se lá por quanto tempo – “ferido de morte”, rejeitado pela ampla maioria da população e ameaçado por um golpe militar – como anunciaram os próprios chefes do exército.

Se o “cadáver” do governo de Temer não foi enterrado pela  votação dos deputados, o mesmo não se pode dizer em relação à ilusão disseminada pela esmagadora maioria da esquerda de que seria possível derrotar a direita com discursos e votos dos “nobres” deputados. Se confirma o que já vinha sendo evidenciado desde a aceitação do processo de impeachment da presidenta Dilma, na Câmara dos Deputados: que era um beco sem saída acreditar que a direita golpista pudesse ser derrotada no Congresso Nacional, seja barrando o  impeachment de Dilma, seja rejeitando as  famigeradas reformas escravagistas, seja no afastamento de Temer. Mais ilusorio ainda era crer que este mesmo congresso golpista iria aprovar a antecipação das eleições.

Mais ainda há uma grande e perigosa ilusão que sobrevive nesta mesma esquerda: a de que mesmo nestas condições e, pior ainda, com a nova ofensiva que virá contra Lula – incluindo a ameaça crescente de sua prisão -, contra toda a esquerda e contra todo o povo brasileiro, será possível, sem derrotar o golpe, ocorrer no País eleições que tenham alguma semelhança com um processo minimamente democrático, nas quais haveria alguma chance para uma vitoria eleitoral popular, da esquerda.

A direita que mantém Temer, pelo momento, pela falta de melhor alternativa, pela divisão interna da burguesia, já deu provas que não deu  golpe – depois de perder quatro eleições nacionais consecutivas – para, depois, entregar o governo, democraticamente, em novas eleições.  Já mostrou que está disposta a tudo.  No Brasil do golpe não haverá eleições democráticas, nem nada parecido. No Brasil do golpe, sem a sua derrota, não haverá nada que interfira na sanha golpista.

Está provado por A + B que a permanência do golpe é o caminho para novas derrotas, inclusive, no terreno eleitoral.

É preciso superar qualquer ilusão que se oponha à esta realidade, largamente comprovada pela experiência dos últimos tempos.

A crise é agora. Não é possível esperar pelas eleições de 2018. Mas, pior do que isso, essa espera de nada adiantaria.

A única alternativa real para os explorados, para todos que lutam contra o golpe e defendem os interesses da maioria do povo brasileiro e suas organizações é impulsionar já a luta contra o golpe. É mobilizar pela anulação do impeachment, contra o golpe militar e por colocar abaixo o conjunto das reformas do regime golpista.

Reforçar e multiplicar os comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment para superar as ilusões e abrir uma saída real para a luta dos explorados.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Comitê de Luta Contra o Golpe promove atividade contra o golpe militar e a direita fascista

Amanhã, a partir das 16h, será exibido no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) o filme “O Jardim das Aflições”, inspirado na obra do fascista Olavo de Carvalho. Produzido por um lambe-botas dos Estados Unidos e dirigido por um coxinha que odeia o carnaval e tudo o que é popular, o filme é uma consequência direta do golpe de Estado dado contra Dilma Rousseff.

Após o golpe, a burguesia tem levado o país a uma situação política cada vez mais instável. Como consequência, a extrema-direita tem sido cada vez mais impulsionada pelo imperialismo, de modo a tentar conter qualquer obstrução à sua política desastrosa. O MBL, nas últimas semanas, organizou fortes investidas contra os LGBTs. Sedes partidárias e sindicatos têm sido alvos de ataques. Os militares, por sua vez, já demonstraram que o golpe militar é uma possibilidade real. Em Pernambuco, Paulo Câmara afaga diariamente a Polícia Militar, incentivado pela imprensa golpista.

Nesse contexto, a exibição do filme de Olavo de Carvalho no CFCH é claramente mais uma afronta à esquerda. Justamente em um dos prédios que foi ocupado pelos estudantes durante a luta contra o golpe, no prédio mais importante das Ciências Humanas – tanto ameaçadas pelo Projeto Escola sem Partido –, os fascistas irão exibir o filme de seu guru.

Diante dessa tentativa de intimidação, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE irá promover um cine-debate no mesmo horário que “O Jardim das Aflições”. O evento acontecerá no pátio do CFCH, onde será possível a participação de centenas de estudantes.

O Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE já vem realizando uma intensa atividade de agitação e propaganda dentro do campus da UFPE em torno do cine-debate. O apoio dos estudantes tem sido absoluto, o que coloca claramente a impopularidade e artificialidade da direita fascista.

Para mais informações, acesse a página do Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE: https://www.facebook.com/ComiteContraOGolpeUFPE

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.