Categoria Não à prisão de Lula

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Tribunal mostrou que sem luta contra o golpe não haverá eleições em 2018

Ao contrário do que as organizações mais iludidas com a democracia poderiam imaginar, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da quarta região) marcou o julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva para 24 de janeiro de 2018. E a intenção desse julgamento não é outra se não prendê-lo.

Trata-se do plano de retirar Lula do cenário político, em primeiro lugar, para em seguida tirar o próprio Partido dos Trabalhadores. Cassar a legenda, suas lideranças, e o restante da esquerda, para fazer uma eleição fajuta, em que só a direita pode vencer.

Esse é um plano que foi tentado pelo menos duas vezes, em que o movimento social, organizações políticas e a população foi até Curitiba (PR) evitar que Lula fosse preso. É absolutamente certo que se não houvesse mobilização, Lula já estaria cumprindo pena, como o companheiro José Dirceu, dentre outros.

O mesmo vale para as próprias eleições de 2018, para a qual muitos se preparam. Partidos já lançam pré-candidaturas, sem ao menos perceber que esse pleito não irá ocorrer da forma tradicional. Na verdade, se não houver manifestações, não haverá eleição em 2018.

A direita não quer entregar um regime que ela tirou na “mão grande”, sem voto, como se poderia esperar de uma democracia burguesa, mas com o golpe, o impeachment. A direita, essa mesma que está no comando do Estado, não ganha mais eleições, de jeito nenhum, especialmente se Lula for candidato.

Do que se conclui que ela, que inclusive controla a justiça eleitoral, não está disposta a realizar essa disputa, nem nos moldes fajutos e fraudulentos tradicionais.

O problema que se coloca é justamente aumentar a luta contra o golpe de Estado, criar mais comitês de luta contra o golpe, pelo Brasil inteiro. Lutar contra a prisão de Lula, pois essa prisão é um passo gigantesco para aprofundar o golpe, que tem como caminho a não realização das eleições e, diante de uma crise, a intervenção, o golpe militar.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Tribunal Regional Federal da 4ª Região acelera “julgamento” de Lula

A inesperada pressa demonstra a disposição política – e não jurídica – de condenar o ex-presidente

Altamiro Borges

Colegiado irá julgar apelação de Lula em janeiro de 2018 - Créditos: Foto: Reuters

Colegiado irá julgar apelação de Lula em janeiro de 2018 / Foto: Reuters

Em tempo recorde e atropelando vários ritos processuais, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou nesta terça-feira (12) o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula sobre o chamado “caso do tríplex” para 24 de janeiro. A inesperada pressa surpreendeu até os direitistas mais assanhados da mídia e do mundo político, que davam como certo que o julgamento só ocorreria em março ou abril de 2018. Segundo a própria Folha, uma arqui-inimiga declarada do líder petista, “este foi o caso que mais rápido subiu de instância. João Pedro Gebran Neto [o relator do processo] concluiu o seu voto em 100 dias contra uma média de 275 dias para outros votos em outros processos da Lava-Jato”.

Em julho passado, Lula foi condenado em primeira instância – sem provas, mas com muita convicção – pelo justiceiro Sergio Moro a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostos benefícios da empreiteira OAS no tal apartamento do Guarujá (SP). Na ocasião, os advogados de defesa apresentaram inúmeros documentos que comprovaram que o imóvel nunca pertenceu ao ex-presidente. O midiático juiz, que sempre foi tão afável com Aécio Neves e com outros tucanos envolvidos em denúncias de corrupção, desconsiderou as provas, remetendo o caso para a segunda instância. Na mesma batida, o TRF4 de imediato demonstrou a sua disposição política – e não jurídica – de condenar o ex-presidente.

Como aponta a revista CartaCapital, “o caso tramita em tempo recorde no TRF4. Foram 42 dias entre a condenação por Moro e o início da tramitação do processo na segunda instância. Relator do processo, o desembargador João Pedro Gebran Neto, levou 36 dias para concluir seu voto. Revisor da ação, Leandro Paulsen finalizou seu voto em apenas seis dias úteis”. A intenção política dos “juízes” é evidente. Tudo é feito para abortar a candidatura de Lula – que surge com larga vantagem nas pesquisas diante de todos os possíveis candidatos à sucessão presidencial. Em tese, se o TRF4 ratificar a decisão de Sergio Moro, o petista se torna inelegível, já que o STF autorizou recentemente que os efeitos de uma condenação passem a valer a partir da decisão em segundo instância.

Pelo andar da carruagem, em um país em que impera algo similar a um Estado de Exceção, a farsa já está montada. O “julgamento” marcado para 24 de janeiro servirá apenas para aguçar a sanha da mídia venal e dos setores que bancaram o golpe dos corruptos que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer. A batalha, porém, não está finalizada. Em decorrência das inúmeras ilegalidades cometidas pela midiática Lava-Jato, ainda há espaço para a apelação jurídica em instâncias superiores. Mas o mais importante será a mobilização dos setores democráticos, do Brasil e do mundo, contra mais este golpe contra a democracia. As cativantes caravanas de Lula e os resultados de todas as pesquisas mostram que o jogo segue sendo jogado. Não há motivo para desencanto ou vacilação.

Edição: Blog do Miro

Publicado originalmente no Portal Brasil de Fato

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24 de janeiro: ocupar Porto Alegre contra a prisão de Lula

Diante da ameaça dos fascistas e seus testas de ferro instalados na burocracia estatal brasileira é questão de vida ou morte a ocupação de Porto Alegre para impedir o julgamento e a prisão de Lula, marcado, segundo a imprensa golpista, para o dia 24 de janeiro.

Nesse momento não importam as diferenças ideológicas e programáticas de cada partido ou entidade, ou mesmo a disputa eleitoral. O fundamental é ocupar Porto Alegre no dia 24 de janeiro de 2018 para impedir o julgamento farsesco e a prisão de Lula.

Caso Lula seja impedido de concorrer as eleições, ou seja preso, toda a esquerda, e principalmente a população mais pobre irá perder, ela já esta perdendo.

Ocupar Porto Alegre, Não a Prisão de Lula, Abaixo o Golpe de Estado!

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Primeira caravana de Lula por Minas Gerais – o que o povo quer é derrotar o golpe agora

Após oito dias de agenda intensa, percorrendo 21 cidades, encontrando praças e ruas lotadas, o ex-presidente Lula encerrou a primeira caravana de Minas Gerais atraindo com sucesso o povo mineiro em torno de suas propostas, reavivando esperanças de quem hoje já amarga pesados ataques e retrocessos, colhendo histórias de superação da época dos governos petistas, acompanhadas de carinho e agradecimento sinceros de todas as partes, mas também da pesada preocupação dos trabalhadores com um futuro que se mostra totalmente incerto.

Nesta caravana, Lula leva ao povo mineiro sua já conhecida política de conciliação social, cujo objetivo mantém-se em integrar as camadas mais pobres da população à vida social da classe média, para que todos, além do básico das “três refeições por dia”, também possam “andar de avião, comprar uma geladeira ou um carro novo”. Mas tudo isto, conforme ressalta Lula, “sem deixar de tratar bem o empresário honesto”.

 

O presidente defendeu com ênfase a volta dos investimentos sociais, como a manutenção do bolsa família. “Porque quando uma mãe recebe R$100,00, ela não vai depositar este dinheiro no banco, ela vai é no supermercado comprar comida para a sua família”. E aí, “é o supermercado que vende mais, e logo ele é obrigado a colocar mais um empregado, que também vai começar a consumir, e isto tudo somado faz girar novamente a roda gigante da economia”, por isto, conclui, “o pobre não é o problema, é a solução.”

O ex-presidente também reforçou em todas as cidades pelas quais passava a necessidade de retomar os investimentos em educação, porque “filho de pobre também tem o direito de ser doutor, de ser médico, de ser engenheiro”. “Educação não é gasto, é investimento, e é o investimento mais seguro que existe, porque quem aprende alguma coisa não esquece mais, por isto o que se investe em educação não se perde nunca”. E arremata: “nenhum país conseguiu se desenvolver sem educar o seu povo.”
É o projeto petista da conciliação geral das classes e da pacificação social no marco do capitalismo, que, nas palavras de Lula, agora não estaria mais tendo continuidade apenas porque “os ricos não gostam de ver um negro na universidade, ou alguém humilde disputando espaço dos ricos nos aeroportos e nos shoppings”.

Unicamente por “não gostarem de pobres”, defende Lula, as classes dominantes deram um golpe no governo da presidenta Dilma Rousseff, e, “em pouco mais de um ano estão destruindo tudo o que foi construído ao longo de 12 anos”.

Em resumo, o discurso do ex-presidente e do Partido dos Trabalhadores em geral continua seguindo os paradigmas eleitorais usuais, como se os petistas tivessem simplesmente perdido o poder em uma eleição e hoje fossem uma oposição normal de esquerda a um governo de direita.
Ainda que o presidente Lula e a presidenta Dilma chamem os golpistas corretamente de usurpadores, que dizem, “tomaram o poder através de um golpe parlamentar”, a política do partido continua a funcionar claramente nos marcos do antigo regime pré-2016, jogando todas as fichas em uma futura eleição, chamada por suas lideranças de “reencontro com a democracia”, onde “vamos virar a página deste golpe”, prometendo-se a revogação das medidas golpistas por meio de uma simples proposta de “referendo revocatório”.

Somente em alguns poucos momentos houve alguma menção a uma luta mais efetiva contra o golpe. Nisto destacou-se a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, que reiteradamente e com toda a clareza levantou a bandeira da anulação do impeachment, ainda que variasse a ênfase que dava a esta luta.

Até mesmo a presidenta Dilma apontava as eleições de 2018 como a única saída democrática para o golpe, mesmo que por diversas oportunidades tenha agradecido à militante Edva, e “às meninas do Anula”, pela campanha pela anulação do impeachment em andamento.
Ou seja, o que se observa na carava de Lula é que, se por um lado foi um enorme acerto mobilizar e agitar o povo em torno do ex-presidente, colocando-o para o povo, corretamente, como um grande obstáculo ao golpe, por outro lado, o PT não conseguiu evoluir de sua antiga política eleitoral para os marcos atuais que correm por fora do jogo das eleições, ou seja, que já tomam ares de política revolucionária.

O PT não conseguiu até agora, por exemplo, agitar os brios de sua militância contra um golpe que transformou em fumaça todo o duríssimo trabalho dispendido pelo partido em 2014, na campanha eleitoral de Dilma, e que ainda terá pela frente uma verdadeira guerra civil em 2018, se houver eleições.

Não se vê, em momento algum, as lideranças petistas incentivarem seus militantes e o povo em geral, a aderir à campanha das assinaturas pela anulação do impeachment, ou explicarem para a população os potenciais desta política, inclusive de abrir caminho jurídico para a revogação das medidas golpistas, de impor uma derrota tão grande aos golpistas, que poderá viabilizar uma nova constituinte, ainda que seja necessária imensa pressão popular para se concretizar estes objetivos.

Ao que parece falta o PT confiar mais na força e no poder de mobilização da classe trabalhadora, e isto apesar do povo mineiro mostrar intensa adesão à luta contra o golpe, por exemplo, nas poucas oportunidades em que Edva conseguiu ter direito a falar sobre a necessidade de se agir agora contra o golpe, ao invés de se ficar apenas aguardando um longínquo pleito eleitoral em 2018, que “ninguém sabe se realmente vai acontecer”.

“É preciso lutar agora, anular este impeachment já”, disse Edva, pois aí “Dilma volta com a caneta na não para anular o que vem por aí, e para colocar sob judice o que já foi aprovado”. E pergunta a militante: “O que fazer neste sentido? É pressionar o Supremo Tribunal Federal! Vamos pressionar, vamos colocar 200 mil pessoas na frente do Supremo Tribunal Federal, vamos juntar PT, CUT, MST. Vamos colocar o povo lá para dizer NÃO ACEITO ESTE GOLPE, quero Dilma de volta, quero meus direitos de volta. É esta a luta. E esta luta garante eleições limpas em 2018. Caso contrário, a gente nem sabe se vai ter eleição”. E completa: “DILMA JÁ, LULA 2018! É este o caminho! É este o caminho!”

E, de fato, é este o caminho que o povo claramente demonstrou que quer trilhar. O caminho que aceito e confirmado através de cada uma das quase 2000 assinaturas colhida pela Ação Popular durante a caravana, a cada folha que foi levada para mais assinaturas, a cada embrião de comitê que foi semeado pelas cidades percorridas, enfim, em todas as muitas e muitas vezes que os poucos militantes envolvidos nesta luta ouviam reiteradamente o povo dizer: “é isto mesmo o que dever ser feito”.

Realmente, é isto o que deve ser feito. Levar este movimento às massas, com a maior intensidade possível, formar centenas de comitês, fazer com que toda a população saiba desta luta, e dar a chance para cada brasileiro assinar esta ação popular histórica e aderir concretamente à luta contra o golpe. Em resumo, ter consciência da força invencível da classe trabalhadora.

Acompanhar a caravana do presidente Lula comprovou claramente: mais do que as velhas cantilenas de conciliação de classes, mais do que “perdoar os golpistas”, lutar e derrotar o golpe é de fato a única coisa que o povo realmente quer agora. Imediatamente. Sem esperar mais um dia sequer, quanto menos ainda um longínquo e incerto 2018.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Fascistas prometem provocar esquerda no encerramento da Caravana Lula em Belo Horizonte

Na noite deste sábado (28/10) surgiu nas redes sociais vídeo do inexpressivo “Direita Minas” convocando a população a se manifestar contra o ex-presidente Lula na Praça Sete de Setembro, centro da capital mineira. O ato é claramente uma provocação pois foi marcado no mesmo dia, com uma hora de diferença do encerramento da Caravana Lula e, se não fosse pelo temor da Polícia Militar em perder o controle da situação, ocorreria na Praça Rui Barbosa; ou seja, apenas uma Avenida separaria as duas manifestações. 

O grupelho segue a mesma tônica de seus congêneres espalhados pelo Brasil: formado principalmente por seguimentos da classe média raivosa, usam e abusam do verde e amarelo, se dizem nacionalistas como seu ídolo Jair Bolsonaro, mas são igualmente antipovo e lambe-botas dos fascistas norteamericanos.

Em seu perfil no Facebook têm registros de micro-atos que tentaram concorrer com a Caravana Lula em Minas. Lá falam para eles mesmos e mal conseguem preencher uma praça de cidade do interior. Caricatos, não têm base popular. Disparam ofensas contra a esquerda de um modo geral, mas, especificamente, direcionada à pessoa do ex-presidente e – pasmem! – à memória de dona Marisa.

Com o apodrecimento da situação político-econômica e social a burguesia joga esses elementos contra o proletariado e suas organizações para conter o movimento das massas. Aprender com os episódios onde os Comitês de luta Contra o Golpe e o PCO barraram-lhes a ação, a exemplo do ocorrido na Universidade Federal de Pernambuco (28), é essencial! Não há diálogo com fascistas. Eles devem ser expulsos das manifestações da esquerda com a força necessária. Aquilo que não é combatido hoje, volta amanhã como monstro para perseguir a todos.

 

Publicado Originalmente no Diário Causa Operária

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Anular o impeachment: no Brasil do golpe não haverá eleições democráticas

A farsa da votação do afastamento do presidente golpista Michel Temer na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, evidencia, uma vez mais, que não há qualquer perspectiva de derrotar o golpe no terreno do congresso nacional golpista, dominado não por apenas uma quadrilha de “picaretas” mas por várias delas, que atuam como verdadeiros representantes dos setores mais reacionários do latifúndio e do grande capital “nacional” e internacional os quais realizaram – apenas nas últimas semanas – negócios da ordem de R$ 32 bilhões em torno da votação.

Muito mais do que a tradicional política de “é votando que se recebe” o que se viu foi que os grandes tubarões capitalistas, usaram a situação moribunda do governo Temer, para impor uma série de medidas adequadas aos seus interesses, tais como, a Portaria do Ministério do Trabalho que busca proibir a fiscalização do trabalho escravo, o perdão de cerca de R$ 3 bilhões de multas ambientais de grandes monopólios,  o estabelecimento de refinanciamento de dívidas fiscais – Refis – por até décadas, favorecendo capitalistas sonegadores de impostos pagos pelos trabalhadores e os leilões – à “preço de banana” – de enormes reservas de petróleo, nos próximos dias.

Temer sobrevive – sabe-se lá por quanto tempo – “ferido de morte”, rejeitado pela ampla maioria da população e ameaçado por um golpe militar – como anunciaram os próprios chefes do exército.

Se o “cadáver” do governo de Temer não foi enterrado pela  votação dos deputados, o mesmo não se pode dizer em relação à ilusão disseminada pela esmagadora maioria da esquerda de que seria possível derrotar a direita com discursos e votos dos “nobres” deputados. Se confirma o que já vinha sendo evidenciado desde a aceitação do processo de impeachment da presidenta Dilma, na Câmara dos Deputados: que era um beco sem saída acreditar que a direita golpista pudesse ser derrotada no Congresso Nacional, seja barrando o  impeachment de Dilma, seja rejeitando as  famigeradas reformas escravagistas, seja no afastamento de Temer. Mais ilusorio ainda era crer que este mesmo congresso golpista iria aprovar a antecipação das eleições.

Mais ainda há uma grande e perigosa ilusão que sobrevive nesta mesma esquerda: a de que mesmo nestas condições e, pior ainda, com a nova ofensiva que virá contra Lula – incluindo a ameaça crescente de sua prisão -, contra toda a esquerda e contra todo o povo brasileiro, será possível, sem derrotar o golpe, ocorrer no País eleições que tenham alguma semelhança com um processo minimamente democrático, nas quais haveria alguma chance para uma vitoria eleitoral popular, da esquerda.

A direita que mantém Temer, pelo momento, pela falta de melhor alternativa, pela divisão interna da burguesia, já deu provas que não deu  golpe – depois de perder quatro eleições nacionais consecutivas – para, depois, entregar o governo, democraticamente, em novas eleições.  Já mostrou que está disposta a tudo.  No Brasil do golpe não haverá eleições democráticas, nem nada parecido. No Brasil do golpe, sem a sua derrota, não haverá nada que interfira na sanha golpista.

Está provado por A + B que a permanência do golpe é o caminho para novas derrotas, inclusive, no terreno eleitoral.

É preciso superar qualquer ilusão que se oponha à esta realidade, largamente comprovada pela experiência dos últimos tempos.

A crise é agora. Não é possível esperar pelas eleições de 2018. Mas, pior do que isso, essa espera de nada adiantaria.

A única alternativa real para os explorados, para todos que lutam contra o golpe e defendem os interesses da maioria do povo brasileiro e suas organizações é impulsionar já a luta contra o golpe. É mobilizar pela anulação do impeachment, contra o golpe militar e por colocar abaixo o conjunto das reformas do regime golpista.

Reforçar e multiplicar os comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment para superar as ilusões e abrir uma saída real para a luta dos explorados.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Milhares de pessoas estiveram presentes em Brasília, contra o impeachment e o golpe militar

A Esplanada dos Ministérios foi ocupada novamente por militantes de todas as regiões do País neste dia 11 de outubro no 2º Ato Nacional pela Anulação do impeachment. As atividades do ato começaram por volta das 11h. As delegações dos Estados trouxeram apresentações teatrais, músicos e após essas atividades culturais, as intervenções começaram.

Militantes de dezenas de lugares falaram

Falaram sobre a ação popular, o abaixo assinado pela anulação do impeachment, sobre os comitês em seus locais, sobre a luta sendo travada no interior das organizações de massas, como a CUT, para mobilizar para o ato acontecido, os informes eram numerosos e diversos, mas mantinham o mesmo tom de quem tem feito campanha, por pessoas que passaram os últimos meses em campanha, nas ruas. O ato em si era composto de representantes do movimento contra o golpe, como  delegados que vão a um Congresso, os representantes desse movimento, organizado pelos comitês contra o golpe eram mais de 1.000 pessoas, de todo o País, os responsáveis pela coleta de mais de 150 mil assinaturas e os responsáveis por realizar esta passeata nacional, que é o maior acontecimento do movimento operário nos últimos meses.

O debate

Estiveram presentes à mesa os deputados federais Paulo Pimenta, Paulo Teixeira, Wadih Damous, Erika Kokay, uma das principais lideranças do Comitê Contra o golpe de São Paulo, Edva Aguilar, a presidenta do maior sindicato do País, o sindicato dos professores de São Paulo, APEOESP, Bebel. Uma companheira representando o Comitê Volta Dilma do Rio de Janeira também esteve presente na mesa.

O companheiro Antônio Carlos Silva, membro do Comitê Central do Partido da Causa Operária (PCO), e o presidente do Partido, Rui Costa Pimenta, também estiveram presentes.

Antes que se iniciassem as falas, foi reproduzida uma gravação feita pela presidenta Dilma em apoio ao ato, a campanha pela anulação do golpe  perpetrado contra ela.

Destacaram-se as falas do Deputado Paulo Pimenta contra o imperialismo internacional, os ataques à amazônia, assim como Kokay.

O presidente do PCO em sua fala ressaltou o caráter representativo deste movimento, dizendo que a presença dos que lá estavam era representante de todo o movimento contra o golpe. Saudou os companheiros que de longe vieram, em quanto ele falava continuavam a chegar ônibus. Teceu duras críticas à política existente, que se propõe a esperar 2018 para uma solução para a crise nacional, nas palavras do comunista “Em 2018, se tiver eleições, cada um vote em quem quiser, mas não dá para esperar, a crise do País é agora.”

Declarou que o movimento é muito importante justamente por ser um movimento com um programa correto, de defender a anulação do ato principal do golpe, o impeachment de Dilma, disse ele  “Esse ato expressa a vontade de milhares de pessoas conscientes que buscam o caminho da luta contra o golpe.”.

A passeata

Após as falas dos convidados, o bloco foi às ruas em direção ao Supremo Tribunal Federal, quebrando um jejum de manifestações contra os poderes golpistas, pois nem Temer e nem o Congresso foram poupados pelos manifestantes em suas falas. A passeata foi documentada e sua filmagem pode ser encontrada no Diário Causa Operária Online, www.causaoperaria.org.br, ao chegar ao Tribunal, os manifestantes lá permaneceram por um certo tempo e depois prepararam sua volta, cada delegação para seu Estado.

Não foi feito um balanço formal, mas estava claro que os presentes entendiam o ato como um sucesso, uma manifestante entrevistada pelo Jornal Causa Operária disse, ao ser perguntada se este movimento ganharia um caráter de massa: Já está ganhando, somos várias vezes maiores que em junho [1º ato nacional pela anulação do impeachment].

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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“Ditador” chavista vence “democratas”! Lula, o “populista”, maior beneficiado!

Depois de vencer eleições para a Constiutinte, o “Ditador” Maduro dá outro banho na oposição “democrata”, aliada de Tio Sam, que não consegue derrubá-lo depois que, seguindo Chavez, promove, na Venezuela, aliança cívico-militar nacionalista contra a direita golpista.

UNIÃO CÍVICO-MILITAR NA VENEZUELA ALIA-SE À CHINA-RUSSIA E BOTA OPOSIÇÃO E TIO SAM PRA CORRER
Chororô total da direita latino-americana. Estavam todos caindo de pau na “Ditadura” Maduro, segundo escancaravam os meios de comunicação conservadores, na linha do Globo, do Estadão, da Folha, do Clarin(Argentina), El Mercurio(Chile) etc. O “ditador” sanguinário chavista havia, há poucas semanas, faturado eleição para Assembleia Nacional Constituinte, quando compareceram 8 milhões de eleitores. Torceram o nariz: manipulação, fraude, roubo, chantagem etc, etc. Quem lesse apenas essa mídia golpista, sempre aliada, dos Estados Unidos, como, no Brasil, alinhada ao golpe contra Dilma Rousseff, apostava na oposição venezuelana. Seria barbada. O povo, nos 23 estados da Venezuela, iria à forra, nesse domingo, nas eleições parlamentares, para derrotar o “Ditador”. Na véspera, os prognósticos não davam outra senão que os oposicionistas poderiam dar um banho. Bem que o ex-senador Marco Maciel tinha mania de lembrar Ananias, famoso jogar do Náutico, Recife, que respondia aos que lhe perguntavam quanto seria o placar do jogo, antes de ser realizado, que somente faria prognóstico depois da partida. Há, há, há. Os oposicionistas, com apoio dos golpistas, entraram, equivocadamente, no já ganhou. Resultado: dos 23 estados, 17 derrotaram oposição. Os oposicionistas caíram em pratos: fraude, chantagem etc.

PROBLEMA DA DIREITA É O VOTO
O problema da direita latino-americana é o voto. Saiu para a disputa, perde. No Brasil, depois que o PT venceu em 2002, só parou de ganhar, porque deram o golpe. Lula, em 2018, como as pesquisas já anunciam, será pule de dez. Os golpistas neoliberais, alinhados a Washington, partiram para a ignorância. Deu merda. Estão todos no buraco. Tentam aqui, como tentaram na Venezuela, ganhar no grito, botando a grande mídia oligopolizada, para mentir descaradamente. A economia está uma beleza, em plena recuperação, embora o desemprego continue alto e quem consegue uma vaga terá que submeter-se à precarização total imposta pelas novas relações trabalhistas, que eliminaram direitos consagrados desde os anos 1940, quando Getúlio Vargas criou a CLT. Os investimentos, que os golpistas dizem estar em alta, não passam de compras de ativos na bacia das almas, já amortizados e dando resultados positivos há anos, como é o caso, por exemplo, da Cemig, em Minas Gerais. No mesmo caminho, os “investimentos” externos se ampliam para adquirir Eletrobrás, Petrobrás, Vale do Rio Doce(a parte do governo na empresa)seguradoras estatais, por aí.

SUCATEAMENTO NEOLIBERAL
A direita barateia o País para vendê-lo. Congela, por vinte anos, gastos sociais que geram renda disponível para o consumo. Produz, dessa forma, quedas de arrecadação, sucateamento financeiro dos estados e, com isso, gera expectativas negativas, cujos reflexos se fazem sentir sobre ativos estatais, que têm seus preços jogados para baixo. Crime de responsabilidade, sacanagem neoliberal que não tem compromisso com desenvolvimento nacional. Isso, sim, daria impeachment. Tocam os golpistas o país como se fosse fazenda de exportação de produtos primários sempre levando chumbo nas asas por conta da deterioração dos termos de troca. Na Venezuela, o governo mobilizou o povo e aliou-se ao militares nacionalistas. Configurou o que Chavez pregava: aliança cívico-militar. Era o que Dilma tinha que ter feito aqui para evitar o golpe. Faltou diálogo democrático com militares brasileiros, os mais beneficiados pelos governos do PT em relação a todos os demais governos anteriores. Foram Lula e Dilma, com articulação no Congresso, que aprovaram o Plano Nacional de Defesa(PND), em 2005, e a Estratégia de Defesa Nacional(EDF), por meio dos quais se estrutura desenvolvimento nacionalista a partir da vinculação dos investimentos em defesa do território brasileiro com cadeia produtiva industrial derivada, complementar,  alavancadora de vanguarda científica e tecnológica, empregos de qualidade, agregação de valor ao produto nacional etc. É por aí, como destacou o comandante do Exército, general Villas Boas Correia, em palestra no CEUB, que avançará verdadeiro nacionalismo, como acontece nos países capitalistas desenvolvidos.

NOVO RUMO LATINOAMERICANO
Posição contraria a essa é a do general Etchgoyen, ministro da espionagem de Temer, o ilegítimo, que demoniza democratização petista atacando-a de populista e assistencialista, embora responsável, com essa linha social democrata, pela emergência de 40 milhões de novos consumidores, que colocaram o Brasil numa nova posição geoestratégica global. Com Temer, Etchegoyen, numa linha antinacionalista, posiciona-se favorável aos que ajudaram a dar golpe na democracia. Defende o absurdo de abrir a Amazônia aos americanos, iniciativa prevista para começar esse ano, contra a qual a TV Comunitária do DF e o jornal Brasil Popular articulam resistência nacional. Na Venezuela, o “Ditador” Maduro não vacilou: uniu-se aos nacionalistas, para defendê-lo dos golpistas, em aliança cívico-militar, e o país, democraticamente, vai enfrentando vitoriosamente os golpistas aliados de Tio Sam, enquanto, por aqui, a vaca vai indo para o brejo, aceleradamente. Constituinte em marcha, ancorada por vitória parlamentar, nesse domingo – eis o novo caminho que Venezuela aponta para a América Latina se libertar dos seus algozes de sempre. Para se proteger, ainda mais, o “Ditador” faz aliança econômica com China e Rússia, para usar moeda alternativa ao dólar, como proteção às pressões de Wall Street, por meio do seu famoso Consenso de Washington neoliberal, que Trump prega mas não usa para si, apenas, para os outros. Certamente, a vitória do “Ditador” Maduro contribui, ainda mais, para o foguete eleitoral Lula galgar novos apoios populares, porque a impopularidade de Temer já revelou a repugnância que produz na alma popular os golpistas entreguistas antinacionalistas.

 

Publicado originalmente no Independencia Sul Americana

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A caçada implacável a Lula

Lula já foi alvo de inúmeras calúnias da imprensa e perseguições, como as relacionadas ao pedalinho, ao tríplex e outras tantas farsas, nenhuma baseada em provas concretas. Assim, é inquestionável o caráter da perseguição implacável a maior liderança política da classe operária do país.

Não só Lula é perseguido, mas José Dirceu e demais figuras importantes da esquerda nacional. A Lava Jato é dominada pela direita golpista, a esquerda deve iniciar uma luta ampla contra essa farsa do judiciário. Agora, a pressão toda se foca em Lula para retirá-lo da vida pública.

O avanço da direita sobre o conjunto de direitos da população e o regime político é cada vez maior, mesmo nestas condições a esquerda age como se não estivesse ocorrendo nada. Não devemos ficar parados, ao contrário, devemos alertar e motivar os trabalhadores a lutar.

Entenda melhor através do trecho da Análise Política da Semana, programa da Causa Operária TV que aborda os principais fatos políticos nacionais e internacionais.

O programa é transmitido aos sábados às 11:30H

Não se esqueça de apoiar a imprensa operária em:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/abaixo-a-rede-globo-contribua-com-a-causa-operaria-tv

 Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Reta final! Inscreva-se para as caravanas do ato do dia 11!

A classe operária organizada é a maior força política existente no capitalismo, entretanto a sua unificação e organização está relacionada com o desenvolvimento da luta de classes.

O golpe avançou muito a consciência da população brasileira e, como consequência, polarizou o cenário político. A classe operária está muito desorganizada por uma série de erros políticos de suas lideranças, e no momento só há mobilização para o Segundo Grande Ato pela Anulação do Impeachment do dia 11 de outubro de 2017 em Brasília.

Mais de 11 estados já estão com caravanas confirmadas para o ato, sendo ainda organizadas em muitos locais como Ribeirão Preto-SP, onde ainda está aberta a coleta de nomes para a participação do ato.

Todas estas caravanas estão sendo realizadas pelo esforço coletivo da classe operária e contam com um sistema de financiamento próprio, que pode receber contribuições em: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/11-10-contribua-com-o-ato-pela-anulacao-do-impeachment

A importância do ato não se dá só pela necessidade de mobilização, mas pela período crucial que vive a luta contra o golpe de Estado.

Ir para as eleições de 2018 sem derrotar o golpe, deixando a máquina eleitoral em total domínio dos golpistas, é um erro gigante, sobretudo por termos no cenário a projeção de um possível golpe militar.

Deixar para lutar numa eleição em 2018, quando nem mesmo está garantida qualquer forma de eleição é uma política de avestruz, que só vai aprofundar o golpe.

Entenda isso melhor por meio da última plenária para organização do ato pela anulação do impeachment em Causa Operária TV.

Inscreva-se em: http://causaoperaria.org.br/dia-11-anular-impeachment/

 

2017/10/09 as 00:00HS
 Publicado originalmente no Diário Causa Operária.