Categoria Derrotar o golpe

porlutecontraogolpe

PCO e Comitê Contra o Golpe organizam debate na Universidade Federal do Goiás

Na última quarta-feira (13) o Partido da Causa Operária e o Comitê Contra o Golpe de Brasília realizaram um debate no campus da UFG em Jataí GO pela anulação do impeachment.

Como parte das atividades da luta contra o golpe o Partido da Causa Operária organizou, nesta quarta-feira (13) no Campus Jataí GO da Universidade Federal do Goiás, uma palestra debate que teve como tema principal o processo do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Tendo como mediador Rafael Bezerra, estudante de direito daquele campus e também membro do PCO, o debate contou com a participação do Professor e Doutor em Direito da UFG, Diego Diehl e Expedito Mendonça, Membro da Direção Reginal do PCO em Brasília e Diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federal, como debatedores.

O Prof. Diehl abriu o debate com uma análise da situção da política nacional desde o golpde militar de 64, o ascenso do movimento operário no final da década de 1970 que foi um fator preponderante na derrubada de ditadura, passando pelo processo de “redemocratização” com a Constituinte de 1988, a crise do neoliberalismo no governo de FHC (PSDB), a eleição do governo do PT, o processo do mensalão no governo do ex-presidente Lula da Silva, até chegar do atual momento que desembocou em um processo farsa no Congresso Nacional do impeachment, de um governo eleito democraticamente com mais de 54,5 milhões de votos. Para Diehl todo esses processos visam inviabilizar um governo, que mesmo com as suas limitação, vinha executando uma política com viés social através de, por exemplo: programas Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, cota de negros nas universidades, etc. características do governo do PT.

Expedito Mendonça, membro do PCO, na sua falação, dentre outras caracterizações, expôs que a situação política está marcada pelo processo de golpe de Estado em que passa o País que a ala direita do regime, a burguesia mais estreitamente vinculada ao imperialismo e o próprio imperialismo colocaram em marcha tal processo, fato que fica caracterizado pelo ataque de conjunto lançado pelos grandes capitalistas e pelo imperialismo contra o governo de Dilma Rousseff do PT. Que é uma campanha tipicamente golpista que tem no centro o velho refrão da direita golpista financiada pelo imperialismo de antes de 1964 – a “luta contra a corrupção” – e que coloca notórios corruptos como defensores da moral pública contra um governo “corrupto”. Mendonça caracterizou, em relação à conjuntura internacional, a decomposição dos regimes “democráticos”. A polarização política expressa a decomposição dos regimes ditos democráticos dos principais países imperialistas, a Inglaterra, França, EUA e Japão, Alemanha e Itália.  A tendênciaa presente na situação atual nesses países é o deslocamento do imperialismo à direita e a retomada de uma política mais agressiva do que já vem sendo aplicada pelos governos do partido Democrata nas EUA, Conservadores na Inglaterra, os Socialistas na França e o Partido Liberal Democrata no Japão. Isto implica em um maior enfrentamento do imperialismo com os países atrasados e com os trabalhadores, inclusive, dos países desenvolvidos, como os próprios EUA. Nos países atrasados essa política fica clara com as políticas de golpes em vários Países tais como Honduras, Paraguai, Argentina, Egito, Ucrânia, tentativa de golpe na Venezuela, Bolívia, Turquia, etc. e no Brasil é claro, declarou Expedito.

A atividade realizada na UFG tem como objetivo esclarecer os estudantes, trabalhadores e a população em geral e alertar quanto a política de aprofundamento do golpe através dos ataques aos direitos e conquistas alcançado durantes os últimos 100 anos de lutas da classe trabalhadora.

A campanha contra o golpe é parte das atividades desenvolvida pelo PCO e dos Comitês de Luta Contra o Golpe reforçando cada vez mais o compromisso que visa colocar nas ruas a luta contra o golpismo da direita pró-imperialista. Para isso é necessário criar em todos os locais possíveis Comitês de Luta para barrar a ofensiva direitista, anular o impeachment e todas as medidas resultado do golpe.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

porlutecontraogolpe

Ato contra o fascismo e a repressão na UFPE 29-11-2017

No dia 27 de outubro, os estudantes da UFPE, organizados pelo Comitê de Luta Contra o Golpe, expulsaram a milícia fascista contratada para intimidar toda a comunidade acadêmica da universidade. Esse episódio, que repercutiu em todo o Brasil como um exemplo concreto de como lidar com a direita golpista, foi, na verdade, a gota d’água para aqueles que vinham tendo seus direitos cerceados diariamente pela direita.

Desde o golpe de 2016, os estudantes, professores e servidores da UFPE têm sofrido inúmeros ataques. Cortes nas bolsas de assistência estudantil, além de outros desastres econômicos, são cada vez mais recorrentes. Para conter a reação dos estudantes, por sua vez, a direita golpista tem aumentado cada vez mais a repressão a todos os que se manifestam contrários ao golpe.

Após as ocupações de 2016, vários estudantes que estiveram na luta contra o golpe foram processados. Recentemente, o Ministério Público Federal recomendou a expulsão de seis alunos. Logo depois, o Conselho de Administração da UFPE, seguindo a lógica repressora do MPF, determinou que cinco estudantes fossem suspensos.

Além de o Conselho de Administração, em suas obscuras “investigações”, atacar diretamente o movimento estudantil, uma determinação recente da Superintendência de Segurança Institucional (SSI) da UFPE deu carta branca para que a Polícia Militar, inimiga inconciliável dos setores progressistas da sociedade, circulasse e atuasse dentro do campus.

Como se não bastasse toda a ofensiva das instituições contra os setores oprimidos pelo golpe de Estado, os cães raivosos da burguesia, isto é, as milícias fascistas, estão sendo introduzidos na universidade para intimidar os estudantes e qualquer um que se manifeste contráro ao projeto da direita para o país – ou seja, o fim das universidades públicas, o fim do ensino público gratuito, a destruição da CLT e a extinção da aposentadoria e demais direitos historicamente conquistados.

Diante de todo esse cenário, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE convida todos a participar do ato contra o fascismo e a repressão na UFPE. O ato ocorrerá no próximo dia 29, com concentração a partir das 16h30, ao lado do Restaurante Universitário (RU).

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

porlutecontraogolpe

CINE-DEBATE CONTRA O FASCISMO E O GOLPE MILITAR – NATAL/RN

ABAIXO A DIREITA FASCISTA EM NATAL

No próximo dia 14/11 o movimento “Endireita Natal” junto com o Instituto Felipe Camarão (que todos nós conhecemos por ser reduto de fascistas) exibirá o filme “O Jardim das Aflições” na biblioteca Zila Mamede, na UFRN. O filme enaltece a vida do filósofo conservador Olavo de Carvalho.

A exibição desse filme pela extrema-direita não pode passar em branco. É necessário que todos os estudantes, professores e servidores da UFRN se reúnam no próximo dia 14 de novembro e denunciem os planos da extrema-direita para o país e para a universidade. Por isso, convidamos todos a participarem de nosso cine-debate.

CINE-DEBATE CONTRA O FASCISMO E O GOLPE MILITAR

Dia 14 de novembro
Às 18h
Em frente à Biblioteca Central Zila Mamede

COMITÊ DE LUTA CONTRA O GOLPE – NATAL/RN

porlutecontraogolpe

Resistência contra fascistas na UFPE mostra importância da autodefesa

Na última sexta-feira (27), elementos da extrema-direita – skinheads, neonazistas e fascistas – tentaram impedir estudantes e o Comitê de Luta Contra o Golpe de Pernambuco de exibir o documentário “Porque Lutamos! Resistência à Ditadura Militar” e de promover um subsequente debate sobre a iminência de um golpe militar. A extrema-direita, na ocasião, promovia a exibição do filme “O Jardim das Aflições”, do astrólogo Olavo de Carvalho.

O desfecho do episódio marca uma histórica resistência dos estudantes e dos integrantes do Comitê de Luta Contra o Golpe contra a ação violenta da extrema-direita. E demonstra a importância de a classe trabalhadora e o movimento estudantil organizarem sua autodefesa contra os ataques nazifascistas.

Os nazifascistas e skinheads, desde o início, mostraram a que vieram. Conhecidos por seu histórico de violência covarde contra etnias, mulheres e minorias, adentraram as dependências de uma Universidade pública armados com porretes e até com soco-inglês. Não há, assim, argumento no mundo que prospere ao tentar negar a forma mal intencionada como eles agiram desde o início. Eles premeditaram a violência no momento em que saíam de suas casas portando as armas que levaram.

E, o que é ainda pior, armaram-se para, mais uma vez, tentar impor, pela violência, sua agenda de pensamento único, direitista, à sociedade civil. A mesma agenda que já persegue professores e escolas com o Escola Sem Partido e que censura – judicial e extrajudicialmente – obras de arte, exposições, peças, artistas e museus. E que, agora, tenta tirar dos estudantes a liberdade de expressão.

Nenhum estudante adentrou o auditório para provocar os simpatizantes da direita ou tentar impedir a exibição do filme de Olavo de Carvalho. Aliás, muito pelo contrário. A foto que encabeça esta matéria é de cristalina clareza ao mostrar os fascistas invadindo o estacionamento da UFPE, local onde o Comitê de Luta Contra o Golpe exibia o documentário. Foram eles, nazifascistas, que ali apareceram repetidas vezes para insultar, provocar e agredir os presentes e para tentar impedir os eventos promovidos pelo Comitê. O vídeo postado na página do Comitê também mostra isso claramente. A direita tentou distorcer a realidade. Mas, contra fatos, não há argumentos.

Nesse sentido, vale transcrever as palavras do colunista do Jornal GGN, Luis Felipe Miguel, professor titular do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília: “Falou-se muito, nos últimos dias, da confusão na UFPE em torno do filme sobre Olavo de Carvalho. Pelas informações mais confiáveis, não houve tentativa de impedir a exibição do filme sobre o astrólogo. O que se tentou foi promover paralelamente a exibição de outro filme, sobre a resistência ao golpe, o que me parece adequado e inteligente. Os neofascistas não aceitaram e partiram para o ataque; um deles, ao menos, armado com um soco inglês.”

É preciso que a classe trabalhadora tenha ciência da importância de criar e manter sua autodefesa contra a ofensiva da extrema-direita. Os trabalhadores e estudantes não procuram a violência. Mas, se atacados, devem reagir na mesma intensidade dos ataques dos fascistas.

Nesse sentido, a resistência dos estudantes em defesa de sua liberdade de expressão foi histórica e emblemática. Cerca de 200 estudantes se uniram bravamente contra o ataque da milícia nazifascista e resistiram, colocando-a para correr. Paralisaram, assim, a mão armada e agressora dos nazifascistas e retiraram de seus rostos o sorriso provocador. O skinhead da foto abaixo que o diga.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

 

porlutecontraogolpe

Organize o mutirão pela anulação do impeachment em sua cidade

Tem crescido constantemente a cada mutirão realizado, a movimentação e mobilização feita pelos comitês de luta contra o golpe. Os mesmos que possuem o intuito de organizar e mobilizar a classe trabalhadora, estudantes, sindicatos e a esquerda para que desperte a luta contra o golpe o qual se encaminha para seu aprofundamento, agora mais que nunca é o momento para a intensificação do comitês já existentes e a criação de novos comitês nos demais estados que ainda não o possui.

A atividade principal dos comitês no momento são os mutirões pela anulação do impeachment realizada todos os domingos em várias cidades do país. Na atividade, militantes reúnem-se em locais de grande concentração para falar com a população sobre o golpe de Estado, fazer a agitação política e coletar assinaturas para ação popular pela anulação do impeachment.  A atividade a cada final de semana cresce, e se torna mais popular. Assim como os Comitês, que com força e orientação política se tornam no momento a única resistência contra o golpe no Brasil.

Portanto, não deixe de organizar o mutirão na sua cidade, convoque a todos dispostos a lutarem contra o golpe e a investida da direita, acesse  http://lutecontraogolpe.com.br   e se informe sobre as atividades realizadas pelos comitês e veja como pode formar um comitê em sua cidade. Baixe a acaopopular  e organize seu mutirão e amplie a adesão da ação popular pela anulação o Impeachment em todo o país.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

porlutecontraogolpe

Coxinhas querem proibir que o movimento estudantil tenha direito de defesa

No último dia 27, “coxinhas” exibiram o filme “O Jardim das Aflições” na UFPE. Baseado na obra do fascistoide Olavo de Carvalho, o filme é uma exaltação a tudo o que danoso ao movimento operário e ao movimento estudantil. Antes da exibição do filme, denunciamos os grupos que estavam por trás da exibição do filme e, apesar das calúnias e falsificações da direita fascista, tudo ficou comprovado quando o evento teve início: skinheads, neonazistas e fascistas se fizeram presentes.

Skinheads, neonazistas e fascistas não têm uma “ideologia diferente” da direita. São capangas contratados pela direita para intimidar e tentar desmobilizar o movimento operário e estudantil pela força. A presença desses grupos em uma universidade representa uma ameaça real à integridade física dos estudantes e ao direito democrático de organização do movimento estudantil. Assim, a coisa mais natural do mundo a ser feito por qualquer pessoa que se considere de esquerda é conclamar os estudantes a se organizarem para se defenderem da ameaça fascista.

Nesse sentido, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE convocou os estudantes, professores e servidores paraibanos a se unirem para enfrentar o fascismo, visto que o filme “O Jardim das Aflições” será exibido em João Pessoa. Histéricos, os coxinhas, em seus comentários no Facebook, estão sugerindo fazer uma denúncia do evento do comitê como um caso de “ameaça de violência real”. Vários outros coxinhas também afirmaram ser um “absurdo” a decisão do Comitê, pois isso seria – pasmem – uma forma de censura. Até o diretor do filme, que deveria ser expulso toda vez que colocasse o pé em Olinda – já que ele quer acabar com o carnaval -, comentou em seu perfil no Facebook que o Comitê estava buscando um confronto.

Diante da histeria coxinha, convocamos todas as organizações de esquerda a dar pleno apoio ao Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE e a se organizarem para impedir qualquer tipo de intimidação fascista em qualquer espaço da esquerda. Essa é e sempre foi a política do PCO. Afinal, como lembramos na semana passada, somos o partido que quer socar a cabeça dos fascistas na parede.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

porlutecontraogolpe

Cinco motivos para criar um comitê de luta contra o golpe na sua cidade

  1. Combater a extrema direita:
    Os comitês de luta contra o golpe devem organizar-se para combater ações locais da extrema direita fascista. A exemplo disso o comitê Contra o Golpe de Pernambuco resolveu realizar uma atividade na mesma hora da exibição do filme direitista “O Jardim das Aflições”,  baseado na obra do fascista Olavo de Carvalho, na UFPE no último dia 27. A iniciativa era uma contraposição, uma resposta política à exibição naquela Universidade, os direitistas levaram para a UFPE um bando de mercenários, bate-paus, skinheads etc., vários deles com camisetas e bótons com a inscrição “Bolsonaro presidente”, para tentar intimidar os militantes do comitê.  Atuando de forma combativa, sem se deixar intimidar, os estudantes expulsaram os fascistas, colocando para correr os “valentões” cuja bravura só se mostra quando se trata de agredir, de forma covarde, mulheres, homossexuais e trabalhadores pegos desprevenidos e em minoria.
  2. Coleta de assinaturas pela anulação do impeachment:
    A ação mais correta para derrotar o golpe é a realização de mutirões de coletas de assinaturas em benefício da Ação Popular que visa à anulação do impeachment de Dilma Rousseff junto ao Supremo Tribunal Federal. Conforme o Art. 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, qualquer cidadão é parte legítima para ingressão com a ação popular, contudo, nossa meta é colher 1 milhão e 300 mil assinaturas com o objetivo de pressionar os ministros do STF para julgar o pedido para anular o impeachment. Link da lista para coleta de assinaturas da ação popular pela anulação do impeachment: http://www.mobai.ch/docs/AP.pdf
  3. Atos pela Anulação do impeachment:
    Já foram organizados em Brasília dois atos pela anulação do impeachment que depôs a presidenta eleita Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, que realizaram ato-debate com parlamentares e seguida marcharam até a frente do STF com faixas, cartazes e palavras de ordem para derrotar o golpe. Devido a uma política totalmente equivocada das direções do movimento de luta contra o golpe, sobretudo a política de “diretas”, o movimento se dissipou por conta da falta total de perspectiva. O movimento de luta contra o golpe entrou em baixa, caiu na paralisia. No entanto, a política correta do PCO e de outros setores de utilizar a campanha pela Anulação do impeachment como eixo para agrupar todos os setores que querem lutar contra o golpe, ofereceu às direções e às organizações de massa uma política real que leva todo o movimento para frente, para o enfrentamento com o regime golpista. O primeiro ato realizado em julho e o segundo ato no dia 11 de outubro demonstraram o reagrupamento de amplas camadas da população que já demonstraram seu rechaço à política dos golpistas, um passo fundamental para a constituição de um amplo movimento das massas contra o golpe.
  4. Criação de novos comitês contra o golpe e realização de mutirões:
    O Partido da Causa Operária está convocando moradores, militantes de diversas organizações, trabalhadores a participarem e formarem Comitês de Luta contra o Golpe de Estado e pela Anulação do Impeachment e contra o eminente Golpe Militar em que o país e a classe trabalhadora foi ameaçado. O quadro político em que o Golpe colocou o país e o refluxo das organizações operárias, deixou de única alternativa para barrar os ataques da direita e desmantelar o Golpe, a criação de comitês Contra o Golpe com agenda de atividades própria para envolver cada vez mais pessoas na luta contra o golpe. Todos os que querem lutar contra o golpe que se desenvolve no Brasil, devem atuar para a construção de Comitês de Luta Contra o Golpe por todo o país. Existe um site dos comitês lutecontraogolpe.com.br, cujo objetivo é informar, orientar e divulgar as ações dos comitês em todo o País. Esta política de criação de Comitês mostrou-se totalmente acertada, impulsionando a luta contra o golpe, no período de capitulação da esquerda, dando um eixo correto de luta para derrotar os golpistas. É necessário aumentar a mobilização em torno dos Comitês, é essencial criar Comitês de Luta Contra o Golpe em todos os estados do País, esta é a tarefa colocada para o próximo período e que o movimento de luta contra o golpe deve se empenhar em desenvolver ao máximo.
  5. Única mobilização real contra o golpe de Estado:
    A campanha pela anulação do impeachment e a formação de centenas de Comitês de Luta contra o Golpe por todo o país são neste momento os centros elementares de uma política para reorganizar a luta contra o golpe. É através desta política que deve-se agrupar os amplos setores que se despertam para a luta política contra os golpistas. Para que possamos desenvolver um amplo movimento de massas capaz de derrotar o golpe e os golpistas.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

porlutecontraogolpe

Comitês de luta contra o golpe: a única resistência real contra o golpe, a direita e os fascistas no Brasil

É essencial a compreensão de que o golpe não se limitou ao impeachment de Dilma Rousseff: ele não está “dado”. O golpe está em andamento e é constituído pelo avanço do grande capital internacional sobre os direitos da classe trabalhadora. A cada medida golpista implementada, a cada “reforma” (fiscal, previdenciária, trabalhista), a cada privatização, à medida em que a esquerda e os sindicatos são perseguidos e criminalizados, aprofunda-se o golpe.

Lutar contra o golpe, assim, não se restringe a medidas políticas de tipo institucional visando a reverter o impeachment. Trata-se de mobilizar a classe trabalhadora de modo a constituir suas próprias organizações de luta política.

Neste sentido, os comitês de luta contra o golpe são nesse momento a arma fundamental dos trabalhadores, dos estudantes e da esquerda, contra a investida dos fascistas e da direita golpista. O caráter dos comitês de luta contra o golpe é a ação, com reuniões regulares e semanais, panfletagens e atividades, os comitês buscam a cada semana agrupar ainda cada vez mais pessoas que querem tirar os golpistas do poder e varrer os fascistas do país.

A atividade principal dos comitês no momento são os mutirões pela anulação do impeachment realizada todos os domingos em várias cidades do país. Na atividade, militantes reúnem-se em locais de grande concentração para falar com a população sobre o golpe de estado, fazer a agitação política e coletar assinaturas para ação popular pela anulação do impeachment.  A atividade a cada final de semana cresce, e se torna mais popular. Assim como os Comitês, que com força e orientação política se tornam no momento a única resistência contra o golpe no Brasil.

O PCO, e os Comitês de Luta Contra o Golpe, convida mais uma vez a todos aqueles que estão dispostos a lutar contra o golpe e a direita a se integrar em um Comitê mais próximo, ou, a organizar um em sua cidade. Não é necessário estar filiado a partido, fazer parte de organizações para atuar em um comitê, o única requerimento é ser contra o golpe e a direita. Só a população organizada em comitês é capaz de, como feito na Universidade Federal de Pernambuco no dia 28, expulsar os fascistas da universidade. 

Todos que querem lutar contra o golpe não devem perder mais tempo! Entre em contato para encontrar um comitê próximo a você ou para receber materiais e orientações de como organizar um comitê de luta contra o golpe na sua cidade.

Entre em contato:

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

porlutecontraogolpe

Mutirões no interior de São paulo coletam centenas de assinaturas pela anulação do impeachment

Nesse último domingo, 29, foram realizados mutirões de coletas de assinaturas em defesa da anulação do impeachment em Assis e Palmital, interior de São Paulo. Em Palmital, a atividade foi realizada na parte da manhã na feira da Vila São José. A coleta de assinaturas contou com a presença de militantes do Partido da Causa Operária, do Partido dos Trabalhadores e do Comitê de luta contra o golpe da cidade. Além da coleta de assinaturas, foram distribuídos suplementos do jornal Causa Operária denunciando o golpe militar.

A receptividade da campanha foi muito positiva. Ao todo foram coletadas 60 assinaturas da população, em sua grande maioria, trabalhadora. Além das assinaturas, houveram diversas manifestações de apoio e de interesse de participar da campanha pela anulação do impeachment,

Em Assis, a atividade ocorreu na parte da tarde em um evento cultural de hip hop, a Batalha do Velho Oeste. A atividade contava com a presença da juventude da cidade, o apoio à campanha pela anulação foi total. Ao todo foram coletadas 150 assinaturas. Entre os jovens o repúdio ao governo golpista e à toda a sua política de retirada de direitos e de repressão contra a juventude é uma norma, o que demonstra a consciência desse importante setor da sociedade.

O saldo positivo da campanha apenas evidenciou mais uma vez a necessidade de se intensificar a mobilização contra os golpistas como forma de impulsionar a luta contra o golpe. Para o próximo final de semana já estão sendo marcados novos mutirões em Assis, Palmital e outras cidades do interior do estado.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

porlutecontraogolpe

Comitê de luta contra o Golpe da UFPE: eis as provas, Fascistas!

No último dia 27, ocorreu a famosa batalha da UFPE, na qual o Comitê de luta contra o Golpe e os estudantes da UFPE botaram os fascistas para correr. Tentando amenizar o vexame, os coxinhas correram para as redes sociais e para órgãos de imprensa reacionários para tentar divulgar uma versão adulterada dos fatos.

Nas primeiras horas depois da batalha, dezenas de matérias e milhares de comentários no Facebook diziam a mesma coisa: os estudantes estavam vagabundando, decidiram invadir a sessão do filme “O Jardim das Aflições” e levaram uma surra de pessoas que foram provocadas e só queriam assistir ao filme. Aos poucos, no entanto, as falsificações direitistas foram sendo contestadas. O Diário Causa Operária Online, a página do Comitê de luta contra o Golpe da UFPE e os perfis de alguns alunos no Facebook expuseram o que de fato acontecera.

Como resposta desesperada, os coxinhas plantonistas de Facebook escreveram inúmeras mensagens alegando que nada era comprovado. No entanto, há provas sim para o que foi dito. Confiram abaixo:

1 – “Foi o PCO quem começou”. Não, não foi o PCO. Desde o início do cine-debate promovido pelo Comitê de luta contra o Golpe da UFPE, skinheads ficaram no evento intimidando os estudantes. Isso pode ser comprovado em um vídeo gravado pelos próprios carecas. Além disso, os próprios carecas admitem no vídeo que não foram hostilizados.

Assista aqui ao vídeo

2 -“Não havia skinhead“. Havia skinhead, sim. Em uma foto do próprio Jornal do Commércio – que fez uma das matérias mais deploráveis sobre o acontecido -, uma pessoa aparece mostrando um panfleto do grupo “Carecas de Pernambuco”, que é um grupo Skinhead. Além disso, estava presente no CFCH Windson da Silva Souza, que é um skinhead conhecido. Windson, em programa de televisão, já admitiu ser skinhead.

Veja abaixo o panfleto dos “Carecas de Pernambuco”:

Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE: eis as provas, fascistas! 1

Assista aqui ao vídeo de Windson na televisão:

3 – “Não foram utilizadas armas brancas”. Foram, sim. Em um vídeo que nos foi enviado, é possível ver um skinhead com um porrete e luvas suspeitas.

Assista ao vídeo, no qual também aparece Windson.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária