Categoria Anular o Impeachment

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Comitês de luta contra o golpe: a única resistência real contra o golpe, a direita e os fascistas no Brasil

É essencial a compreensão de que o golpe não se limitou ao impeachment de Dilma Rousseff: ele não está “dado”. O golpe está em andamento e é constituído pelo avanço do grande capital internacional sobre os direitos da classe trabalhadora. A cada medida golpista implementada, a cada “reforma” (fiscal, previdenciária, trabalhista), a cada privatização, à medida em que a esquerda e os sindicatos são perseguidos e criminalizados, aprofunda-se o golpe.

Lutar contra o golpe, assim, não se restringe a medidas políticas de tipo institucional visando a reverter o impeachment. Trata-se de mobilizar a classe trabalhadora de modo a constituir suas próprias organizações de luta política.

Neste sentido, os comitês de luta contra o golpe são nesse momento a arma fundamental dos trabalhadores, dos estudantes e da esquerda, contra a investida dos fascistas e da direita golpista. O caráter dos comitês de luta contra o golpe é a ação, com reuniões regulares e semanais, panfletagens e atividades, os comitês buscam a cada semana agrupar ainda cada vez mais pessoas que querem tirar os golpistas do poder e varrer os fascistas do país.

A atividade principal dos comitês no momento são os mutirões pela anulação do impeachment realizada todos os domingos em várias cidades do país. Na atividade, militantes reúnem-se em locais de grande concentração para falar com a população sobre o golpe de estado, fazer a agitação política e coletar assinaturas para ação popular pela anulação do impeachment.  A atividade a cada final de semana cresce, e se torna mais popular. Assim como os Comitês, que com força e orientação política se tornam no momento a única resistência contra o golpe no Brasil.

O PCO, e os Comitês de Luta Contra o Golpe, convida mais uma vez a todos aqueles que estão dispostos a lutar contra o golpe e a direita a se integrar em um Comitê mais próximo, ou, a organizar um em sua cidade. Não é necessário estar filiado a partido, fazer parte de organizações para atuar em um comitê, o única requerimento é ser contra o golpe e a direita. Só a população organizada em comitês é capaz de, como feito na Universidade Federal de Pernambuco no dia 28, expulsar os fascistas da universidade. 

Todos que querem lutar contra o golpe não devem perder mais tempo! Entre em contato para encontrar um comitê próximo a você ou para receber materiais e orientações de como organizar um comitê de luta contra o golpe na sua cidade.

Entre em contato:

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Mutirões no interior de São paulo coletam centenas de assinaturas pela anulação do impeachment

Nesse último domingo, 29, foram realizados mutirões de coletas de assinaturas em defesa da anulação do impeachment em Assis e Palmital, interior de São Paulo. Em Palmital, a atividade foi realizada na parte da manhã na feira da Vila São José. A coleta de assinaturas contou com a presença de militantes do Partido da Causa Operária, do Partido dos Trabalhadores e do Comitê de luta contra o golpe da cidade. Além da coleta de assinaturas, foram distribuídos suplementos do jornal Causa Operária denunciando o golpe militar.

A receptividade da campanha foi muito positiva. Ao todo foram coletadas 60 assinaturas da população, em sua grande maioria, trabalhadora. Além das assinaturas, houveram diversas manifestações de apoio e de interesse de participar da campanha pela anulação do impeachment,

Em Assis, a atividade ocorreu na parte da tarde em um evento cultural de hip hop, a Batalha do Velho Oeste. A atividade contava com a presença da juventude da cidade, o apoio à campanha pela anulação foi total. Ao todo foram coletadas 150 assinaturas. Entre os jovens o repúdio ao governo golpista e à toda a sua política de retirada de direitos e de repressão contra a juventude é uma norma, o que demonstra a consciência desse importante setor da sociedade.

O saldo positivo da campanha apenas evidenciou mais uma vez a necessidade de se intensificar a mobilização contra os golpistas como forma de impulsionar a luta contra o golpe. Para o próximo final de semana já estão sendo marcados novos mutirões em Assis, Palmital e outras cidades do interior do estado.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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GGN parabeniza iniciativa de Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE

O jornal GGN, um dos mais conhecidos portais de notícias da esquerda, publicou, no último dia 29, uma matéria intitulada “A liberdade de expressão e a luta de cada dia”. O texto, assinado por Luís Felipe Miguel, faz uma reflexão sobre a importância de a esquerda manter constantemente, dentro de suas pautas, a liberdade de expressão.

No início do texto, Luís Felipe chama a atenção para o fato de que a liberdade de expressão está sendo diariamente atacará pela direita: “Ela está de fato ameaçada, como mostram as decisões da justiça proibindo peças e exposições ou perseguindo jornalistas independentes, o cerco ao pensamento crítico na educação, a punição do CNJ a juízes que ousam declarar compromisso com a Constituição, a ação sem freios das milícias fascistoides, como o MBL e outras, a cumplicidade ativa das forças policiais. E ela é um valor essencial”.

No parágrafo seguinte, o autor chega à conclusão fundamental: a liberdade de expressão é essencial para toda força progressista. Pois, segundo ele: “A liberdade de expressão é muito mais importante para quem quer mudar o mundo do que para quem deseja mantê-lo como está. Somos nós que precisamos desnaturalizar categorias, difundir informações que estão escamoteadas, desconstruir valores dominantes, mostrar alternativas”.

Uma vez argumentado que a liberdade de expressão é um imperativo para o progresso, Luís Felipe conclui, se opondo à censura da esquerda pequeno-burguesa: “Nosso ponto não é impedir que eles falem. Nosso ponto é lembrar que só haverá liberdade de expressão quando nós também pudermos falar – isto é, falar de verdade, não só para as nossas bolhas, mas com acesso pleno ao debate público e aos meios de ampla difusão dos discursos. Nossa bandeira não é o cerceamento do debate, mas a ampliação da sua pluralidade”.

Para exemplificar o que quer dizer com não censurar a direita e ampliar os espaços de discussão, o autor mencionou uma atividade realizada pelo Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE. Denominada “Cine-debate: abaixo a ditadura militar!”, a atividade atraiu mais de 200 estudantes e foi o ponto de encontro para que se formasse a união antifascista que expulsou os fascistas da UFPE.

Além de elogiar a iniciativa, o artigo de Luís Felipe Miguel deu uma importante contribuição ao contrapor algumas calúnias da imprensa golpista: “Falou-se muito, nos últimos dias, da confusão na UFPE em torno do filme sobre Olavo de Carvalho. Pelas informações mais confiáveis, não houve tentativa de impedir a exibição do filme sobre o astrólogo. O que se tentou foi promover paralelamente a exibição de outro filme, sobre a resistência ao golpe, o que me parece adequado e inteligente. Os neofascistas não aceitaram e partiram para o ataque; um deles, ao menos, armado com um soco inglês”.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Comitê de Amparo (SP): mais um na luta contra o golpe!

Na cidade de Amparo, interior de São Paulo, foi inaugurado no domingo, 29/10, o Comitê de luta contra o golpe pela anulação do impeachment, que reuniu diversos militantes de esquerda. Alguns  participantes que estiveram na caravana de Campinas rumo ao 2º Ato pela Anulação do Impeachment ocorrido em Brasilia no ultimo dia 11/10 foram instigados para a luta contra o golpe e incentivaram a formação de mais um Comitê contra o Golpe.

Foi destacada a importância da mobilização de militantes a rua para recolher assinaturas para a ação popular pela anulação do impeachment,  no intuito de conversar com a população e incentivar as pessoas para esta ação, que é a medida mais efetiva para derrotar o golpe e desfazer todas as maldades e retirada de direitos realizadas neste ultimo ano pelos golpistas. Assinar a ação popular e participar de atos pela anulação do impeachment no sentido de passar das palavras às ações e não esperar pelas eleições de 2018, que podem até não ocorrer.

Nesse momento, a criação de novos comitês se mostra como fundamental frente ao avanço do golpe de Estado que age para destruir as empresas públicas, a entrega do petróleo para as multinacionais e tudo mais que diga respeito aos interesses da população trabalhadora.

Não deixe de participar, faça parte da luta contra o golpe, participe no comitê mais próximo da sua cidade , bairro, escola. Venha conosco derrotar todos os golpistas.

Confira a agenda de atividades dos Comites de Campinas e região:

dia 3/11 :mutirão de coleta de assinatura em Valinhos ao lado do terminal de onibus.

dia 5/11: mutirão de coleta de assinatura em Campinas na feira do Rolo.

dia 12/11: feijoada contra o golpe em Sousas, Campinas.

dia 19/11: mutirão de coleta de assinatura em Varzea na feira do Rolo.

dia 25 e 26/11: coleta de assinaturas, confraternização e cine Debate do Comite contra o golpe de Amparo.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Veja como foi o mutirão pela anulação do impeachment em Maceió (AL)

Neste domingo, dia 29 de outubro, ocorreu mais um mutirão nacional pela anulação do impeachment. Centenas de militantes, em mais de 20 cidades, saíram às ruas recolher assinaturas para a Ação Popular, que exige a devolução do mandato da presidente eleita por mais de 54 milhões de votos, Dilma Rousseff, por meio da anulação do impeachment.

Em Maceió (AL), os militantes foram à feira de artesanato e na praia da Pajuçara. Em menos de duas horas, 120 assinaturas já tinham sido recolhidas – o que resulta em, praticamente, uma assinatura a cada um pouco menos de um minuto. A grande maioria das pessoas abordadas apoiavam a medida, e se colocavam contra o golpe e os golpistas, reclamando dos ataques brutais promovidos pela direita.

A anulação do impeachment é uma das propostas primordiais para lutar contra o golpe. Junto com a luta contra a prisão de Lula e o golpe militar, a luta pela anulação do impeachment faz uma ofensiva a um problema essencial do golpe, que foi a derrubada fraudulenta, comprada pelo ex-presidente da câmera, Eduardo Cunha, da presidente legitimamente eleita em 2014.

Nos próximos domingos as atividades irão prosseguir. Informem-se sobre sua execução e os comitês de luta contra o golpe no sítio http://lutecontraogolpe.com.br/comites/, para se juntar ou organizar a luta contra o golpe.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.

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Fascistas prometem provocar esquerda no encerramento da Caravana Lula em Belo Horizonte

Na noite deste sábado (28/10) surgiu nas redes sociais vídeo do inexpressivo “Direita Minas” convocando a população a se manifestar contra o ex-presidente Lula na Praça Sete de Setembro, centro da capital mineira. O ato é claramente uma provocação pois foi marcado no mesmo dia, com uma hora de diferença do encerramento da Caravana Lula e, se não fosse pelo temor da Polícia Militar em perder o controle da situação, ocorreria na Praça Rui Barbosa; ou seja, apenas uma Avenida separaria as duas manifestações. 

O grupelho segue a mesma tônica de seus congêneres espalhados pelo Brasil: formado principalmente por seguimentos da classe média raivosa, usam e abusam do verde e amarelo, se dizem nacionalistas como seu ídolo Jair Bolsonaro, mas são igualmente antipovo e lambe-botas dos fascistas norteamericanos.

Em seu perfil no Facebook têm registros de micro-atos que tentaram concorrer com a Caravana Lula em Minas. Lá falam para eles mesmos e mal conseguem preencher uma praça de cidade do interior. Caricatos, não têm base popular. Disparam ofensas contra a esquerda de um modo geral, mas, especificamente, direcionada à pessoa do ex-presidente e – pasmem! – à memória de dona Marisa.

Com o apodrecimento da situação político-econômica e social a burguesia joga esses elementos contra o proletariado e suas organizações para conter o movimento das massas. Aprender com os episódios onde os Comitês de luta Contra o Golpe e o PCO barraram-lhes a ação, a exemplo do ocorrido na Universidade Federal de Pernambuco (28), é essencial! Não há diálogo com fascistas. Eles devem ser expulsos das manifestações da esquerda com a força necessária. Aquilo que não é combatido hoje, volta amanhã como monstro para perseguir a todos.

 

Publicado Originalmente no Diário Causa Operária

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Marília (SP) realiza quinto mutirão na feira do rolo

Neste domingo, 29 de outubro, os militantes do Partido da Causa Operária e do Comitê contra o golpe de Marília, interior de São Paulo, realizaram uma atividade de coleta de assinaturas da Ação Popular pela Anulação do Impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff e de panfletagem.

A atividade é parte da mobilização nacional em defesa da anulação do golpe contra a presidenta, a Ação Popular tem como objetivo pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) para que anule o impeachment contra Dilma, que foi totalmente fraudulento.

A atividade em Marília foi realizada pela quinta vez na feira do rolo pela manhã. A receptividade como sempre muito positiva, principalmente depois que blindaram por hora o golpista Michel Temer. Ao todo foram coletadas mais de 150 assinaturas no local.

Na coleta constatamos que o povo tem disposição de luta contra o golpe e que a única luta que pode unificar o movimento operário e popular é a luta para por abaixo o golpe de Estado. Esse é o caminho: anular o impeachment e impor uma derrota ao golpe de Estado, e, agora, derrotar a ameaça de golpe militar.

A campanha coloca às claras o problema do golpe Estado, ou seja, o fato de uma presidenta eleita com 54 milhões de votos ter sido derrubada em um processo farsa, que teve como fundamento a campanha “contra a corrupção”.

No seu depoimento do acordo da delação premiada, o doleiro Lúcio Funaro confirmou as denúncias de que Eduardo Cunha comprou os votos para o impeachment de 2016. Ele afirmou que repassou R$ 1 milhão para o ex-presidente da Câmara, usados como propina para que deputados apoiassem a queda da então presidente, Dilma Rousseff.

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Mutirão em São Paulo e em Diadema recolhem centenas de assinaturas contra o golpe

Em São Paulo, na Avenida Paulista, perto do MASP, foi realizado mais um mutirão de coleta de assinaturas contra o impeachment, contra o golpe de Estado, resultando, uma vez mais, em centenas de assinaturas, apesar da tradicional garoa paulistana.

A receptividade, novamente, foi ampla e os transeuntes da avenida mais famosa da cidade se demonstraram totalmente favoráveis à luta contra os golpista.

Uma das pessoas que assinou o abaixo-assinado, disse: “é preciso tirar Temer da presidência, mas com a volta de Dilma, não com a entrada de gente ainda pior que Michel Temer”.

A atividade deste domingo foi complementada com o mutirão em Diadema, no ABC paulista, onde foram colhidas quase 200 assinaturas na feira do Jardim Míriam, que também teve apoio completo e mostra, também, que em Diadema e em todo ABC existe disposição para lutar contra o golpe de Estado.

A luta pela anulação do impeachment, através do abaixo-assinado, é o eixo de mobilização das pessoas e organizações que estão na luta contra o golpe neste momento. É preciso aumentar a campanha que se desenvolve, com certa naturalidade, na criação dos comitês de luta contra o golpe, que estão chegando à casa da centena.

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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Nota do Comitê de Luta Contra o Golpe acerca dos fatos do dia 27/10

Reproduzimos na íntegra a nota oficial do Comitê de Luta Contra o Golpe sobre a batalha da UFPE.

 

NOTA DO COMITÊ DE LUTA CONTRA O GOLPE DA UFPE ACERCA DOS FATOS DO DIA 27/10

 

1 – Há alguns dias, cartazes no campus da UFPE divulgaram que, no dia 27 de outubro, seria exibido o filme “O Jardim das Aflições”, dirigido por Josias Teófilo e baseado na obra do astrólogo Olavo de Carvalho.

2 – Cientes da afronta que a exibição do filme representava aos estudantes – visto que Olavo de Carvalho é uma figura que atrai neonazistas, simpatizantes de Bolsonaro, intervencionistas e todo o tipo de facção de extrema-direita -, os membros do Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE optaram por realizar uma atividade paralela no mesmo horário.

3 – A atividade proposta pelo Comitê de Luta Contra o Golpe foi chamado de “Cine-debate: abaixo a ditadura militar!”. Na programação do evento, constava uma plenária, prevista para ocorrer entre 16h e 17h, a exibição de um documentário, previsto para ocorrer entre 17h e 18h, e um debate, previsto para ocorrer entre 18h e 20h.

4 – O documentário destacado foi “Porque lutamos! Resistência à ditadura militar”, de Fernanda Ikedo. O local escolhido para o evento foi o estacionamento do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE. A atividade foi devidamente protocolada junto à Reitoria da Universidade.

5 – A notícia de que faríamos o evento irritou os interessados em assistir “O Jardim das Aflições”, bem como o diretor do filme e os fãs de Olavo de Carvalho. Assim, essas pessoas passaram a ridicularizar o evento e espalhar calúnias e ameaças.

6 – Diante da reação dessas pessoas, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE e o Partido da Causa Operária (partido responsável por impulsionar os diversos comitês de luta contra o golpe que existem no país) utilizaram, respectivamente, sua página no Facebook e sua imprensa online para explicar o intuito do evento, desmascarar as intimidações e afirmar que não permitiríamos que nosso evento fosse boicotado pelos que assim pretendiam.

7 – Como resposta, os interessados em assistir “O Jardim das Aflições”, bem como o diretor do filme e os fãs de Olavo de Carvalho divulgaram textos caluniosos alegando que o PCO estaria incitando ataques contra o diretor e o produtor do filme e incentivando pessoas a arrancarem os cartazes que divulgavam o filme “O Jardim das Aflições”. Replicamos que isso era uma calúnia, pois em nenhum momento incitamos ataques, boicotes ou censuras, mas que reiterávamos nossa posição diante do fascismo: se fôssemos provocados, reagiríamos com toda a força da união dos estudantes.

8 – As pessoas que tinham interesse em se deslocar para o auditório em que seria exibido o filme “O Jardim das Aflições” o fizeram sem qualquer problema. Nem o Comitê de Luta Contra o Golpe nem os estudantes que estavam em nossa atividade intimidaram ou agrediram os interessados no filme.

9 – Por outro lado, em nossa atividade, que foi realizada em um espaço aberto, circulavam livremente skinheads, neonazistas e pessoas com camisas exaltando Bolsonaro. Ressaltamos que nenhuma dessas pessoas foi ver o filme, nem sequer eram estudantes da UFPE. Além disso, parte dessas pessoas estavam portando armas brancas, como soco-inglês. Esse fato evidencia que havia um grupo contratado na UFPE apenas para intimidar os estudantes que queriam promover o cine-debate. Em outras palavras, uma milícia fascista.

10 – Durante a nossa atividade, vários membros dessa milícia fascista ficaram no estacionamento, filmando e observando a atividade. Embora tenhamos entendido isso como uma afronta, nenhuma resposta foi dada às provocações.

11 – Após 16h30, quando nossa atividade já reunia mais de 200 estudantes, durante a fala de uma companheira do Levante Popular da Juventude, o grito “nazistas, fascistas, não passarão” foi bradado por todos os estudantes que estavam no estacionamento. Logo depois, um skinhead cruzou o estacionamento, tentando provocar os participantes da atividade. Nesse momento, um militante do PCO encarou o skinhead e exigiu que ele saísse daquele local, uma vez que o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE já havia reservado o espaço para uma atividade antifascista e que ele tinha toda a liberdade para ir para o auditório. O skinhead voltou para seu lugar e não houve conflito.

12 – Por volta das 17h, teve início a exibição do nosso documentário. Mais uma vez, um membro da milícia fascista veio provocar os estudantes, pregando cartazes de Olavo de Carvalho no espaço onde estávamos realizando a atividade. Nesse momento, os organizadores do cine-debate o cercaram, arrancaram o cartaz e deram 10 segundos para ele sair do local. Irritado, ele saiu e chutou parte da estrutura montada pelo Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE para a realização do evento, chegando a quebrar uma cadeira. Em seguida, saiu correndo.

13 – Por volta das 17h30, quando tivemos a informação de que a exibição do filme “O Jardim das Aflições” já havia terminado, interrompemos a exibição do nosso filme e discutimos com os estudantes a necessidade de se formar uma comissão de segurança para garantir que a milícia fascista não tentasse interromper nossa atividade pela força. A partir daí, organizamos uma “corrente humana” na porta do prédio.

14 – Por causa do clima tenso no estacionamento, a diretora do CFCH abriu a porta traseira do centro, buscando evitar qualquer confronto direto. No entanto, embora muitas pessoas tivessem saído, a milícia fascista permaneceu e começou a fazer ameaças aos estudantes. A orientação que demos foi a de que os estudantes permanecessem na corrente de segurança, protegendo os participantes de nossa atividade, enquanto designamos uma outra comissão para desmontar rapidamente a estrutura montada para o cine-debate. Afinal de contas, como um conflito direto parecia inevitável, decidimos guardar as cadeiras, mesas, retroprojetor, notebook e outros materiais.

15 – Embora em nenhum momento tenhamos incitado nenhum estudante a atacar a milícia fascista, orientamos para que a corrente de segurança fosse fortalecida e que, caso fôssemos atacados, iríamos responder com a força da união dos estudantes. Por uma questão de estratégia espacial, transformamos a corrente em um enorme bloco de estudantes, que ocupou o corredor do CFCH e se impôs diante da ameaça da milícia fascista.

16 – Durante algum tempo, a milícia fascista continuou provocando. Os estudantes, no entanto, respondiam com gritos de “nazistas, fascistas, não passarão”. No entanto, o conflito entre os estudantes e a milícia fascista foi inevitável. Um segurança do CFCH, por sua vez, se posicionou claramente ao lado da milícia fascista, na medida em que estava tentando conter os estudantes. Lembramos aqui que o servidor deveria, acima de tudo, zelar pela segurança dos estudantes – e não pela segurança de um grupo externo contratado para bater neles.

17 – Quando iniciado o confronto, destacamos três companheiros para finalizar o desmonte da estrutura e nos juntamos e convocamos todos os demais estudantes para se unirem e expulsar da Universidade a milícia fascista pela força.

18 – O conflito, que não durou muito, foi extremamente vitorioso para os estudantes. A milícia fascista inteira foi expulsa e saiu correndo, temendo a força dos estudantes unidos.

 

COMITÊ DE LUTA CONTRA O GOLPE DA UFPE

Publicado originalmente no Diário Causa Operária

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DF: Mutirão de coleta de assinaturas leva a luta contra o golpe a Planaltina

No último domingo (22), o Comitê Contra o Golpe do Distrito Federal participou do mutirão nacional de coleta de assinaturas pela anulação do impeachment com uma ação na Feira de Planaltina, localizada na Vila Buritis.

Com mais de um século e meio de história, Planaltina é a principal cidade satélite da região norte do Distrito Federal, e sua feira é um dos mais tradicionais pontos de encontro da região. Ao longo da manhã, os militantes atuaram dentro da feira, dialogando com a população e recolhendo centenas de adesões para a campanha de assinaturas pela anulação do impeachment.

Centenas de assinaturas foram colhidas ao longo da manhã, num ativo diálogo com a comunidade. Por meio de faixas e panfletos, ressaltou-se a importância atual do eixo da luta contra o golpe, que torna indissociáveis todas as palavras de ordem afeitas ao avanço do imperialismo mundial sobre os governos da América Latina. Este eixo de luta agrega bandeiras diversas, como o combate às reformas golpistas, a campanha pela anulação do impeachment, a luta contra a prisão de Lula ou o apoio a Maduro na Venezuela.

Os militantes alertaram ainda para a ameaça real de golpe militar no país, já expressado claramente pelo alto comando das Forças Armadas, e tornado possível pela crise institucional e econômica que assola o país desde o impeachment de Dilma Rousseff. Cabe às lideranças de esquerda e à população uma veemente resistência ao retorno da ditadura, quer seja ela civil, quer seja militar: na imprensa, nos locais de trabalho, nas ruas. Integre-se você também a um comitê de luta contra o golpe ou organize mais um comitê!

 

Publicado originalmente no Diário Causa Operária.